Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida! (João 14,1-17)
1. João 14,1-2: Nada te perturbe!
O texto
começa com uma exortação: “Não se perturbe o coração de vocês!” Em seguida,
diz: “Na casa do meu Pai há muitas moradas!” A insistência em conservar
palavras de ânimo que ajudam a superar a perturbação e as divergências, é um
sinal de que devia haver muita polêmica entre as comunidades. Uma dizia para a
outra: “Nós estamos salvos! Vocês estão erradas! Se quiserem ir para o céu, têm
que se converter e viver como nós vivemos!” Jesus diz: “Na casa do meu Pai há
muitas moradas!” Não é necessário que todos pensem do mesmo jeito. O importante
é que todos aceitem Jesus como revelação do Pai e que, por amor a ele, tenham
atitudes de serviço e de amor. Amor e serviço são o cimento que liga entre si
os tijolos e faz as várias comunidades serem uma Igreja de irmãos e de irmãs.
2. João 14,3-4: Jesus se despede
Jesus diz que vai
preparar um lugar e depois retornará para levar-nos com ele para a casa do Pai.
Quer
que estejamos todos com ele para sempre. O retorno de que Jesus
fala é a vinda do Espírito que ele manda e que trabalha em nós, para que
possamos viver como ele viveu (Jo 14,16-17.26; 16,13-14). Jesus termina
dizendo: “Para onde eu vou, vocês conhecem o caminho!” Quem conhece Jesus
conhece o caminho, pois o caminho é a vida que ele viveu e que o levou através
da morte para junto do Pai.
3. João 14,5-7: Tomé pergunta pelo caminho
Tomé diz: “Senhor, não sabemos para onde vai. Como podemos
conhecer o caminho?” Jesus responde: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida!”
Três palavras importantes. Sem caminho, não se anda. Sem verdade, não se
acerta. Sem vida, só há morte. Jesus explica o sentido. Ele é o caminho, porque
“ninguém vem ao Pai senão por mim!”, pois ele é a porteira por onde as ovelhas
entram e saem (Jo 10,9). Jesus é a verdade, porque, olhando para ele, vemos a
imagem do Pai. “Se vocês me conhecem, conhecerão também o Pai!” Jesus é a vida,
porque, caminhando como Jesus caminhou, estaremos unidos ao Pai e teremos a
vida em nós.
4. João 14,8-11: Filipe pergunta pelo Pai
“Mostra-nos o Pai, e basta!” Era o desejo de muita gente nas comunidades
de João: como é que a gente faz para ver o Pai de que Jesus fala tanto? A
resposta de Jesus é muito bonita e vale até hoje: “Filipe, tanto tempo estou no
meio de vocês, e você ainda não me conhece! Quem me vê, vê o Pai!” Não devemos
pensar que Deus está longe de nós, como alguém distante e desconhecido. Quem
quiser saber como é e quem é Deus Pai, basta olhar para Jesus. Ele o revelou
nas palavras e gestos da sua vida. “O Pai está em mim e eu estou no Pai!” Por
sua obediência, Jesus estava totalmente identificado com o Pai. Ele, a cada
momento, fazia o que o Pai mostrava que era para fazer (Jo 5,30; 8,28-29.38).
Por isso, em Jesus tudo é revelação do Pai. E os sinais ou as obras de Jesus
são as obras do Pai. Como diz o povo: “O filho é a cara do pai!” Por isso, em
Jesus e por Jesus, Deus está no meio de nós.
5. João 14,12-13: Promessa de Jesus
Jesus faz uma promessa para dizer que a intimidade dele com o Pai não é
privilégio só dele, mas é possível para todos os que creem nele. Nós também,
por meio de Jesus, podemos chegar a fazer coisas bonitas para os outros do
jeito que Jesus fazia para o povo do seu tempo. Ele vai interceder por nós.
Tudo que pedirmos a ele, ele vai pedir ao Pai e vai conseguir, contanto que
seja para servir.
6. João 14,14-17: Ação do Espírito Santo
Jesus é o nosso defensor. Ele vai embora, mas não nos deixa sem
defesa. Promete que vai pedir ao Pai para Ele mandar um outro defensor ou
consolador, o Espírito Santo. Jesus chegou a dizer que ele precisava ir embora,
pois, do contrário, o Espírito Santo não poderia vir (Jo 16,7). É o Espírito
Santo que realizará a proposta de Jesus em nós, desde que peçamos em nome de
Jesus e observemos o grande mandamento da prática do amor.
Mesters,
Lopes e Orofino
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