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10/03/2015

O CUIDADO DA CASA COMUM

LAUDATO SI = louvado seja 

Um olhar por inteiro

«Que tipo de mundo queremos deixar a quem vai suceder-nos, às crianças que estão a crescer?»  Este interrogativo é o âmago da Laudato si’. «Esta pergunta não toca apenas o meio ambiente de maneira isolada, porque não se pode pôr a questão de forma fragmentária», e isso conduz a interrogar-se sobre o sentido da existência e sobre os valores que estão na base da vida social: « Para que viemos a esta vida? Para que trabalhamos e lutamos? Que necessidade tem de nós esta terra?»: « Se não pulsa nelas esta pergunta de fundo,– diz o Pontífice – não creio que as nossas preocupações ecológicas possam surtir efeitos importantes».

O nome da Encíclica foi inspirado na invocação de São Francisco «Louvado sejas, meu Senhor», que no Cântico das criaturas recorda que a terra, a nossa casa comum, « se pode comparar ora a uma irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma boa mãe, que nos acolhe nos seus braços» (1). Nós mesmos «somos terra (cfr Gen 2,7). O nosso corpo é constituído pelos elementos do planeta; o seu ar permite-nos respirar e a sua água vivifica-nos e restaura-nos» (2).

Cinco elementos mais importantes para viver?

AR
         Aquecimento global

         Poluição
         Condicionadores de ar: guerras nucleares,químicas, bacteriológicas
         Alta concentração de gases
         Elevação do nível do mar
         ¼ da população vive à beira mar ou muito perto dele.
         Parte das megacidades estão situadas em áreas costeiras

ÁGUA
         Esgotamento dos recursos naturais
         Desperdício
         A pobreza da água potável, pública
         A privatização da água potável – mercado
         A qualidade da água e os pobres- diaréia, cólera, sofrimento e mortalidade infantil
         Envenenamento: cemitérios subaquáticos
         É um direito de todos
         Poderá se tornar numa das principais fontes de conflito à nível mundial.   

ALIMENTO
         Desflorestamento
         Agrotóxicos verso tecnologia
         Despedício de 1/3 dos alimentos produzidos. A comida que se desperdiça é como se fosse roubada da mesa dos pobres
         A importância de pequenos agricultores e a diversidade de produtos
         Promover uma cultura da solidariedade: há 800 milhões de famintos do mundo  

ABRIGO: CASA - TERRA - TRABALHO

         “Digamos juntos, de coração: nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos, nenhuma pessoa sem a dignidade que o trabalho dá”, declarou, perante trabalhadores precários e da economia informal, migrantes, indígenas, sem-terra e pessoas que perderam a sua habitação.

AMOR
  • Uma «conversão ecológica» que reconheça o mundo «como dom recebido do amor do Pai». Uma espiritualidade que possa nos motivar a uma preocupação mais apaixonada para com a proteção deste nosso mundo. A espiritualidade cristã propõe um crescimento e uma realização marcados pela moderação e pela capacidade de ser feliz com pouco. O amor, que transborda com pequenos gestos de carinho mútuo, também é civil e político, e faz-se sentir em toda ação que busca construir um mundo melhor.

Apelo do Papa Francisco proteger a nossa casa comum

“Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade no âmbito econômico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos ‘guardiões’ da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo!”.

Dez eixos importantes da Encíclica Laudato si: O cuidado da casa comum

1- A relação íntima entre os pobres e a fragilidadde do planeta
         “Hoje não podemos deixar de reconhecer que uma verdadeira abordagem ecológica sempre se torna uma abordagem social, que deve integrar a justiça nos debates sobre o meio ambiente, para ouvir tanto o clamor da terra como o clamor dos pobres (n. 49)
         Os jovens exigem de nós uma mudança: como construir um futuro melhor sem pensar na crise do meio ambiente e nos sofrimentos dos excluídos.

2- A convicção de que tudo está estreitamente interligados no mundo


3- A crítica do novo paradigma e das formas de poder que deriva da tecnologia
         São precisamente as lógicas de domínio tecnocrático que levam a destruir a natureza e explorar as pessoas e as populações mais vulneráveis. «O paradigma tecnocrático tende a exercer o seu domínio também sobre a economia e a política» (109), impedindo reconhecer que «o mercado, por si mesmo[...] não garante o desenvolvimento humano integral nem a inclusão social» (109).
   
4- O convite a procurar outras maneiras de entender a economia e o progresso
         Em uma declaração ousada, Francisco afirma na Carta que “toda a pretensão de cuidar e melhorar o mundo requer mudanças profundas nos estilos de vida, nos modelos de produção e de consumo, nas estruturas consolidadas de poder, que hoje regem as sociedades”. Para ele, o progresso humano autêntico possui um carácter moral e pressupõe o pleno respeito pela pessoa humana, mas deve prestar atenção também ao mundo natural.
4- O convite a procurar outras maneiras de entender a economia e o progresso
         Em uma declaração ousada, Francisco afirma na Carta que “toda a pretensão de cuidar e melhorar o mundo requer mudanças profundas nos estilos de vida, nos modelos de produção e de consumo, nas estruturas consolidadas de poder, que hoje regem as sociedades”. Para ele, o progresso humano autêntico possui um carácter moral e pressupõe o pleno respeito pela pessoa humana, mas deve prestar atenção também ao mundo natural.
5- O valor próprio de cada criatura
         O Papa vai lembrar que é próprio da fé cristã olhar a criação não como acaso, mas como algo que tem início, a presença da ação criadora de Deus, uma finalidade, e a presença da ação de Deus ao longo de todo o processo humano. Ver a criação como um gesto de amor de Deus. O sentido é o amor, o convívio, o respeito, e a contemplação, que é um convite do Papa, não a dominação e a manipulação, mas a contemplação. Não dominar, mas cultivar, guardar, zelar, proteger.
6- O sentido humano da ecologia
         O coração da proposta da Encíclica é a ecologia integral como novo
paradigma de justiça; uma ecologia «que integre o lugar específico que o ser humano ocupa neste mundo e as suas relações com a realidade que o circunda» (15). De fato, «isto impede-nos de considerar a natureza como algo separado de nós ou como uma mera moldura da nossa vida» (139). Isto vale, por mais que vivemos em diferentes campos: na economia e na política, nas diversas culturas, em particular modo nas mais ameaçadas, e até mesmo em cada momento da nossa vida cotidiana.
7- A necessidade de debates     sinceros e honestos
         Empreender em todos os níveis da vida social, econômica e política um diálogo honesto, que estruture processos de decisão transparentes, e recorda (cap. 6) que nenhum projeto pode ser eficaz se não for animado por uma consciência formada e responsável, sugerindo idéias para crescer nesta direção em nível educativo, espiritual, eclesial, político e teológico.
8- A grave responsabilidade da política internacional e local
  • Adotar algumas medidas urgentes, entre elas: uma politica que não se submeta à economia; acordos internacionais que não fiquem no papel, mas sejam eficazes; o equilíbrio entre a soberania de cada pais e a questão global; a preocupação diante dos estados enfraquecidos; a questão dos oceanos; a transparência nos processos políticos e, sempre, estudos prévios sobre impactos ambientais.
9- A cultura do descarte
  • Centrada exclusivamente em si mesmo e no próprio poder. Deriva então
    uma lógica do «descartável» que justifica todo tipo de descarte, ambiental ou humano que seja, que trata o outro e a natureza como um simples objeto e conduz a uma miríade de formas de dominação. É a lógica que leva a explorar as crianças, a abandonar os idosos, a reduzir os outros à escravidão, a superestimar a capacidade do mercado de se autorregular, a praticar o tráfico de seres humanos, o comércio de peles de animais em risco de extinção e de “diamantes ensanguentados”. É a mesma lógica de muitas máfias, dos traficantes de órgãos, do tráfico de drogas e do descarte de crianças porque não correspondem ao desejo de seus pais. (123)
10- Proposta de um novo estilo de vida
  • Francisco faz propostas ousadas para tentar superar essa crise atual e
    pede uma “corajosa revolução cultural”. Entre elas, uma cultura ecológica, como proposta de superação do paradigma tecnológico, baseada em uma mudança de mentalidade. Ele propõe um ousado programa de “Ecologia e Desenvolvimento”, em que afirma ser preciso encontrar um equilíbrio, reduzir o ritmo de produção e consumo e dar lugar a outra modalidade de progresso e desenvolvimento. A partir da ecologia, encontrar outro modo de compreender a vida, o progresso e o desenvolvimento.
  • O Papa Francisco cita a Amazônia na Laudato Si, e reconhece a importância da preservação dela para o futuro da humanidade. ‘Deus perdoa sempre, nós pessoas humanas algumas vezes, a natureza, nunca’


SÃO GUIDO MARIA CONFORTI E A  ECOLOGIA?


Ele fala de três Livros:
  1. O Universo: como o  grande  Livro da Natureza
  2. O Crucificado como  o grande  Livro da Missão
  3. A Palavra de Deus: como o grande Livro Santo

O mundo, o universo é um grande livro, fiel expressão do pensamento de Deus. Precisamos ter uma fé viva que nos leve a: “ver Deus, amar Deus, procurar Deus em tudo, aguçando em nós o desejo de propagar em toda parte o seu Reino”  (CT 10).
O mundo visível é a casca transparente de um mundo invisível. Para ele, Deus está perto, está longe, está em cima, está no interior, está em qualquer lugar. Observe  as estrelas, o fogo, a água, a luz, a noite, a tempestade ... Lá está Ele: DEUS! Está ao nosso redor, com seu calor que nos anima. Está dentro de nós, no ar que nos faz viver. Ele escuta tudo, tanto os cantos sublimes dos serafins, como os alegres gorjeios do sabiá, o zumbido da abelha.Escuta o rugido do leão, o sussurro do riacho,
o bramido do mar e o balançar da folha. Ele vê todo o sol que  ilumina o universo. Vê o inseto escondido na grama ou entre os ramos das árvores, o peixe perdido nos abismos do oceano. Sabe das necessidades do passarinho, que abre o bico esperando o alimento.Ele conhece nossos desejos, nossas necessidades; nutre, esquenta, veste e protege tudo que respira. Ele é nosso Pai. Poderia um dia nos esquecer?
 
FELIZES OS APAIXONADOS 
Paixão pela Vida
Paixão por Cristo
Paixão pela Humanidade
Paixão pela Natureza
Paixão pela Missão

Porém, os animais que mais gozavam da simpatia de Guido eram os passarinhos do céu e os filhote em seus ninhos e as rãs do canal. Em suas catequeses quando bispo voltava frequentemente a esta imagem: o universo é um livro, precisamos aprender a ler esta maravilhosa mensagem do amor de Deus: Pai Filho e Espírito Santo. O sol que nasce, aquece e ilumina o mundo todo, as estrelas que brilham na noite, a flor que desabrocha, não falam, não fazem barulhos, no entanto “seu som ressoa e se espalha por toda a terra, chega aos confins do universo a sua voz” (Sl 19).
Guido Maria Conforti comenta: «Todos os seres  nos convidam a prestar honra e glória ao nome daquele Deus, do qual todos procedem. O universo é um discípulo que responde, um missionário que anuncia.

Oração do Papa Francisco pela nossa terra

Deus Onipotente, que estais presente em todo o universo e na mais pequenina das vossas criaturas, Vós que envolveis com a vossa ternura tudo o que existe, derramai em nós a força do vosso amor para cuidarmos da vida e da beleza. Inundai-nos de paz, para que vivamos como irmãos e irmãs sem prejudicar ninguém. Ó Deus dos pobres, ajudai-nos a resgatar os
abandonados e esquecidos desta terra que valem tanto aos vossos olhos. Curai a nossa vida, para que protejamos o mundo e não o depredemos, para que semeemos beleza e não poluição nem destruição. Tocai os corações daqueles que buscam apenas benefícios à custa dos pobres e da terra. Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa, a contemplar com encanto, a reconhecer que estamos profundamente unidos com todas as criaturas no nosso caminho para a vossa luz infinita. Obrigado porque estais conosco todos os dias. Sustentai-nos, por favor, na nossa luta pela justiça, o amor e a paz. 

Atenção: Este texto foi a reflexão feita na assembléia dos Leigos Xaverianos do Estado de S. Paulo.




7/30/2015

FESTA MISSIONÁRIA DAS COMUNIDADES

ÁFRICA

A PARÓQUIA IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA - PIRACICABA está realizando nos dias 1 e 2 de agosto a sua 17ª. FESTA MISSIONÁRIA DAS COMUNIDADES para ajudar a
missão dos Missionários Xaverianos em Moçambique. Os 10 Países mais pobres do mundo estão no continente africano. Moçambique é o décimo na escala da miséria.

A ÁFRICA CRISTÃ HOJE

Um mundo controlado pelas nações ricas e poderosas, a África tornou-se praticamente um continente esquecido e abandonado, um apêndice sem importância. O continente africano pode ser comparado àquele homem que, descendo de Jerusalém para Jericó, caindo nas mãos dos salteadores, depois de o despojarem, encheram-no de pancadas e o abandonaram, deixando-o meio morto”.

Vamos conhecer melhor a África para a amarmos mais e apreciarmos seus valores. Com sua rica variedade cultural, vivida pelos seus 1,2 bilhões de  habitantes, a África está organizada em 54 países e seus habitantes falam 2011 línguas. Vamos começar falando brevemente da presença cristã no continente.

SITUAÇÃO DA IGREJA HOJE

A África é o continente onde mais cresce a Igreja católica. Quase que inexistente ou minoritária em certos países, em outros, é bem representada e, às vezes, maioria. Sua atuação é marcante no anúncio da Boa Nova e se destaca também na atuação social, nos mais diversos campos da promoção humana.

 Ao mesmo tempo, os valores da cultura africana, muito têm para enriquecer a própria religião cristã. Podemos destacar seu profundo sentido religioso, a valorização da família, a crença na vida após a morte e da comunhão com os mortos, o respeito à vida desde a concepção, a acolhida aos anciãos e parentes, a vivência da solidariedade e da vida comunitária e outros.

DESAFIOS E PREOCUPAÇÕES

  • Uma evangelização realizada em profundidade;
  • A superação das divisões que dificultam a pacífica coexistência de grupos 
    étnicos, tradições, línguas e mesmo religiões tão diversificados;
  • O matrimônio cristão e a promoção das vocações ao sacerdócio e à vida consagrada;
  • Um futuro que, devido à extrema pobreza, não oferece esperança, sobretudo para os jovens;
  • O problema dos refugiados e deslocados, como também a dívida internacional;
  • O flagelo da AIDS que atinge um largo percentual dos africanos;
  • As múltiplas guerras que assolam o continente;
  • A promoção da dignidade da mulher africana.

INCULTURAR É PRECISO

A inculturação é a maior urgência e o mais difícil desafio da evangelização no
continente africano. Isso foi evidenciado no documento final do SínodoAfricano: “Tal como ‘o Verbo Se fez carne e veio habitar entre nós’ (Jo 1,14), assim também a Boa Nova, a palavra de Jesus Cristo anunciada às nações, deve entranhar-se no ambiente de vida dos seus ouvintes”. (Ecclesia in África)

O anúncio de Cristo deve ser feito de forma inculturada, isto é:
preservando a comunhão com a Igreja Universal e todos os valores africanos autênticos. Com efeito, “a encarnação do Filho de Deus, deu-se, de forma integral e concreta, numa cultura específica”. No caminho da inculturação, a Igreja católica busca também o diálogo com as outras igrejas cristãs, com os mulçumanos e com as religiões tradicionais. Intenso é também seu trabalho pelo desenvolvimento humano integral, em todas as suas dimensões, buscando reerguer a dignidade humana, resgatada pela encarnação do Filho de Deus.

IGREJA MISSIONÁRIA

Alegra a jovem Igreja africana o crescimento de suas lideranças. Os
catequistas, como exemplo, são uma presença marcante e permanente no dia a dia da vida comunitária. Eles desempenham um papel que vai além do dar a catequese, pois eles mesmos coordenam a comunidade e a acompanham, estando à frente das celebrações, no atendimento aos enfermos e necessitados e em tudo que a comunidade precisar.

Existem na África dois problemas que a Igreja sempre enfrentou e condenou por serem de uma gravidade extraordinária:

1.º A criança-soldado: Muitas vezes ela tem menos de dez anos. Acredita-se que na África existiam pelo menos 200 mil delas. Seu “alistamento” quase sempre acontece de forma brutal e servem de escudo para o exército dos adultos.

2.º O refugiado: Pode ser um homem, uma mulher, uma criança ou um idoso que foi obrigado a deixar o local onde vivia para escapar da guerra e de seu cortejo de horrores. Cerca de 30% dos refugiados do mundo atual encontram-se em solo africano.


 joaobortoloci@bol.com.br

5/22/2015

TARDE MISSIONÁRIA


GRUPO PADRE VICENTE TONETO

Os leigos missionários xaverianos de Piracicaba, iluminados pela Palavra de Jesus Cristo: “Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho a todas as criaturas”; pelas palavras de São Guido Maria Conforti: “O Evangelho em todas as famílias”; e pelo desafio do Papa Francisco: “Quero uma Igreja em saída que vai ao encontro dos afastados e reencantá-los novamente na fé”, foram enviados e  fizeram uma experiência missionária de visitação, oração com a Palavra de Deus e benção das casas numa região onde havia pouco participação com o objetivo de ver quantas famílias católicas tinha naquele setor, descobrir lideranças e dar o encaminhamento para a formação de grupos bíblicos missionários. Foram visitadas 101 famílias das quais 39 eram católicas, 47 evangélicas, 10 não estavam em casa, 3 não aceitaram a visita e 1 não tinha religião nenhuma. Descobriam também 2 doentes que não estavam recebendo a visita dos ministros da Eucaristia. Estão sendo formados 2 grupos bíblicos missionários naquele setor.
Que Deus os abençoe e façam de vocês cada vez mais discípulos missionários de Jesus Cristo segundo o Carisma de São Guido Maria Conforti e pela intercessão de Nossa Senhora da Estrada.


joaobortoloci@bol.com.br

10/20/2012

CONGRESSO MISSIONÁRIO XAVERIANO


CONGRESSO MISSIONÁRIO XAVERIANO SOBRE A MISSÃO
(Tavernério-Itália de 15-29 de julho de 2012)

PARTE DA  CARTA DE INTENÇÕES NA CONCLUSÃO
DO CONGRESSO XAVERIANO SOBRE AS MISSÕES


O Congresso fundamentando-se nas palavras e no exemplo de São Guido Maria Conforti, e inspirando-se na sua experiência do Cristo crucificado, reviu o modelo missionário confrontando-se com o emergente paradigma kenótico que opta pela encarnação e evidencia a permanente urgência do testemunho e do anuncio do evangelho:

Propostas e reflexões
que são indicadas como material de reflexão para as circunscrições

1. O Missionário
É necessário manter sempre viva a reflexão sobre a figura do missionário como homem de fé, que anuncia com o testemunho e as palavras o Evangelho de Jesus Cristo: “A condição para tornarmos mais crível e eficaz a atuação da nossa missão é uma continua conversão pessoal e comunitária ao Evangelho, que nos leva à identificação com o amor de Cristo, capaz de preencher toda a nossa vida e de transformar a vida dos nossos destinatários” (RMX 14.1)1.
Propomos que sejam levados em consideração os seguintes aspectos da nossa vida missionária:
a)  Seja continuamente encorajada e incentivada a espiritualidade missionária e xaveriana;
b)  Seja favorecida uma continua tomada de consciência das urgências prioritárias dos dias de hoje (com particular atenção às mudanças culturais, sociais, religiosas, econômicos etc., tanto locais como mundiais). Assegure-se na formação permanente uma postura indispensável para atingir este objetivo;
c)   Seja assumido um decisivo compromisso para que a missão seja realizada em comum: com a comunidade Xaveriana, com todos aqueles que partilham o mesmo carisma Xaveriano e com a Igreja local;
d)  O paternalismo e o individualismo são comportamentos contrários às exigências e ao progresso da missão e causa de divisão no interior das comunidades Xaverianas e eclesiais.


2.  A missão hoje  
Os artigos 7 e 9 das Constituições definem o conteúdo, as características e os meios de atuação do carisma Xaveriano: “A nossa missão pede que proclamemos o Reino lá onde não é ainda reconhecido, que denunciemos tudo quanto se opõe a ele, que o indiquemos já presente nos sinais, que colaboremos para a vinda... Nós somos enviados pelo nosso carisma especifico a populações e grupos humanos não cristãos, fora do nosso ambiente, cultura e Igreja de origem” (cfr. também RMX  12.1). As grandes mudanças culturais e antropológicas de que nós somos testemunhas, coloca uma pergunta á Congregação: “Hoje a missão está em toda parte. Onde e como deve ser vivido o Carisma Xaveriano?”. 
a)  O ad-gentes e ad-extra parecem ainda colocar interrogações. Talvez devam ser retomados e atualizados porque são critérios dinâmicos, não apenas geográficos mas antropológicos, e portanto não podem ser definidos uma vez por todas na sua aplicação concreta;
b)  Cada Circunscrição é chamada a refletir sobre esse aspecto, tendo como base de reflexão não apenas o próprio entendimento, mas também o exemplo e o ensinamento do nosso Fundador os textos dos regulamentos da nossa Família (Constituições, Capítulos Gerais, Ratio Missionis Xaveriana, Capítulos regionais), o Magistério da Igreja e a prática do dia-a-dia;
c)   O tempo e as situações em que a nossa Família atua, exigem que as Circunscrições tenham um projeto mais preciso para o futuro, incluindo também nele a formação dos jovens Xaverianos. A falta de alto crítica aparece como uma causa entre as que mais bloqueiam o nascimento de um projeto comunitário de missão adequado ao tempo que estamos vivendo;
d)  É importante considerar, no nosso projeto de missão, também o critério do “até os extremos da terra” (At 1,8).


NOTA IMPORTANTE
O nosso Congresso dos missionários xaverianos ficou marcado positivamente por toda a reflexão feita em termos da Missão hoje, sobretudo pela importância do diálogo inter-religioso com o Islamismo, as religiões tradicionais na África e por relembrar e renovar o nosso Carisma específico  que é o anúncio do Evangelho aos não cristãos.
Outra marca positiva foi a manifestação do “novo rosto” que a nossa Congregação está apresentando: não é mais só o rosto branco do Europeu mas começa aparecer com muita esperança os rostos latinos americanos de mexicanos, brasileiros, colombianos; rostos africanos de vários países daquele continente; rostos asiáticos do continente onde a minoria é cristã  mas de onde está brotando muitas vocações. Deus seja louvado por estes rostos jovens que vem trazendo muita esperança e alegria para a nossa congregação e para o crescimento do Reino de Deus.
JOVEM! Se você também quiser vir renovar o nosso rosto dos missionários xaverianos oferecendo a sua vida pela causa da evangelização dos povos do mundo inteiro entre em contato comigo pelo email:      joaobortoloci@bol.com.br

10/19/2012

Primeiro ano da canonização de São Guido Maria Conforti


Estamos para celebrar o primeiro ano da canonização de São Guido Maria Conforti,  dia 23 de outubro de 2011, Dia Mundial das Missões, o Papa Bento XVI presidia, em Roma, a Celebração Eucarística de canonização do Bem-aventurado Guido José Maria Conforti, Fundador da Pia Sociedade de São Francisco Xavier para as missões estrangeiras, os Missionários Xaverianos.

São Guido Conforti tem uma mensagem clara e valiosa para a Igreja, como foi atestada pelo Cardeal Ângelo Rocalli, o Papa João XXIII, ao afirmar que “Dom Guido era o exemplo mais claro de bispo Católico, porque unia na sua pessoa o empenho de manter viva a fé em sua diocese e, ao mesmo tempo, a solicitude para todas as Igrejas”.

Disponibilizamos alguns subsídios para celebrar este momento:


Novena de São Guido Maria Conforti (Livreto) <<Baixar>>

Missa e Novena de São Guido Maria Conforti (Livreto) <<Baixar>>

Missa 05 de Novembro - São Guido Maria Conforti (Folheto) <<Baixar>>

(Obs) - Os materiais podem ser baixados e reproduzidos na quantidade desejada.

10/17/2012

DECÁLOGO DO MISSIONÁRIO




1) Escutar – O missionário é alguém com capacidade de escuta e diálogo, que sabe adaptar-se a outras culturas, descobrindo seus valores sem se sentir superior a ninguém. Tem convicções profundas, porém, nem por isso considera-se o único possuidor da verdade.

2) Acolher – O missionário valoriza as pessoas, aprende a valorizar a hospitalidade e a acolhida dos pobres. Por isso, gosta das presenças do povo e de ser rodeado por ele.

3) Solidarizar – O missionário leva na sua formação uma grande sensibilidade humana e social com um forte sentido de justiça e verdade.

4) Resistir – o missionário sabe “agüentar” os momentos difíceis sem desistir. Faz-se presente quando precisam dele, porque sabe que a missão não tem horários.

5) Esperar – A paciência é uma das virtudes do missionário. Caminhar com um povo e colocar-se no ritmo de sua história implica saber em esperar com paciência o que vai acontecer.

6) Crer no Deus da vida – A fé em Deus o amor profundo e pessoal a Cristo sustentam o missionário. Se não houver fé, não há missão. Da fé nasce a paixão pelo anúncio do Evangelho.

7) Amar sem condições – Encontrando Deus no rosto dos pobres e dos sofredores o missionário percorre os caminhos do Evangelho, amando, como Jesus, cada irmão.

8) Rezar sem desanimar – A oração alimenta a cada dia a fé do missionário. Na oração e na escuta da Palavra de Deus, o missionário aprende a construir o Reino, com perseverança e coragem.

9) Assumir a cruz – Missão, cruz e missionário formam um trio inseparável, como foi a vida de Jesus. Não há outro caminho possível a percorrer. “A missão cresce aos pés da cruz”.

10) Ser coerente – A credibilidade do missionário apóia-se no testemunho de vida, ate as ultimas conseqüências. Às vezes, necessita começar de novo sem desanimar frente aos fracassos.
Paulo Massa
Assessor de Comunicação do Santuário.
Colaboração: Padre Zezinho

10/03/2012

CARTAZ DA CAMPANHA MISSIONÁRIA 2012




O cartaz da Campanha Missionária deste ano 2012, simboliza o missionário sem fronteiras que parte do Brasil e partilha sua fé com o mundo, sua casa. Representa o missionário que segue o mandato de Jesus de ir até os confins do mundo e pregar o Evangelho a toda a criatura. O globo, com os continentes nas cores missionárias, representa o espaço onde atua o missionário e a cruz é o sinal do Evangelho, do Cristo, o fundamento da fé cristã.

BRASIL MISSIONÁRIO PARTILHA TUA FÉ - CAMPANHA MISSIONÁRIA 2012


Este ano a Igreja no Brasil reflete o tema “BRASIL MISSIONÁRIO PARTILHA TUA FÉ” em sintonia com os temas do 3º Congresso Missionário Nacional, que aconteceu em Palmas (TO) de 12 a 15 de julho e do 4º Congresso Missionário Americano que também é o 9º Congresso Missionário Latino Americano (CAM 4/Comla 9) que se realizarão em Maracaibo, Venezuela, em 2013, com o tema “América Missionária partilha a tua fé”.



8/28/2012

Vocação Missionária [Segunda Parte]

Na diversidade de vocações

São Paulo chama a Igreja de “Corpo Místico de Cristo”. Ele nota como este corpo tem muitos membros e cada um tem suas funções. Um membro difere do outro, mas juntos formam um conjunto harmonioso, com imensas possibilidades de ação. A Igreja também é assim. São tantos membros, cada um com capacidades e funções diferentes. Esta diversidade é fruto da ação do Espírito que distribui, com liberdade, os seus dons. Porque diversas são as faces da missão, diversas devem ser também as faces da missão, diversas devem ser também as vocações ou os carismas.

Todos missionários, mas de modo diferente


Quando dizemos que a Igreja é essencialmente missionária, estamos também afirmando que todos os seus membros são missionários. Ser cristão significa ser chamado a dar a própria contribuição para que todos os povos conheçam Jesus Cristo e vivam os valores do evangelho. 


As comunidades mais amadurecidas na fé, e de certa forma autônomas, são chamadas a contribuir com as mais carentes. O Papa João Paulo II apresenta diversas formas de cooperar com a missão universal. Entre elas está a cooperação espiritual, através da oração, da oferta do próprio sacrifício e do testemunho de vida. Outra forma importante de contribuir com a missão é a animação missionária da própria comunidade, ajudando cada cristão a tomar consciência que ele precisa fazer sua parte pela missão Ad Gentes. Mas o coração da cooperação está Ca promoção das vocações especialmente missionárias (RMi 79). Estas constituem o elemento indispensável da missão, pois como dizia o Apóstolo Paulo, “como crerão se não há quem lhes anuncie”?

Uma vocação específica



Mas como se pode falar de uma vocação especificamente missionária se todos os cristãos são missionários? A resposta aparece de forma muito clara nos documentos da Igreja. Embora todos os cristãos. Em função do próprio batismo, são chamados a contribuir com a missão universal, dedicar-se completamente à vida missionária não constitui uma condição essencial do cristianismo. A grande maioria dos cristãos, pelos compromissos e pela forma de vida que levam, não teriam condições de deixar tudo e partir. Outros nem mesmo sentiriam gosto por isso, ou não sentiriam propriamente esta forma de viver a vida cristã como adequada para si. Em consequência disto, se pode dizer que a vocação missionária pressupõe um chamado específico de Deus. O Concílio Vaticano II afirma que, embora o compromisso de difundir a fé recaia sobre todos os discípulos de Cristo, Ele escolhe aqueles que quer, do meio da multidão, para viver com Ele e enviá-los aos não-cristãos (AG 23).




Adaptação do artigo de: BALSAN, Luiz; GIRARDI, Lírio. Vocação Missionária. Revista MISSÕES, Ano 30, n. 8, abr. 2003. Formação Missionária, p.20. [Segunda Parte]

7/02/2012

MISSÃO XAVERIANA NO MATO GROSSO


MISSÃO XAVERIANA NO MATO GROSSO

“Um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só,
mas sonho que se sonha junto é realidade” (Raul Seixas).

Com o coração agradecido a Deus que abençoa, acompanha e ilumina a missão, gostaríamos partilhar com todos vocês, amigos e familiares, as grandes maravilhas que Deus fez na Paróquia de São Jose em União do Norte, durante a missão que foi realizada em 3 meses, concluindo com uma semana intensa de atividades missionarias. Vamos contar como aconteceu isso.




Um sonho foi construído a partir da assembleia diocesana em Sinop o ano passado, baseado nas diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil 2011-2015, nas quais se coloca a urgência da Igreja de ficar em estado permanente de Missão: “Facilidades geram mais acomodação do que crescimento. Igreja acomodada se torna medíocre, morna, sem gosto. Surpreendemo-nos quando sabemos que alguém trocou de religião e fica dizendo que lá encontrou Jesus. E nos perguntamos: como é isso? Será que Jesus não estava aqui o tempo todo, na Palavra, na Eucaristia, na missão?... Mas fica evidente que mesmo que não tenha faltado a presença de Jesus, algo importante ficou ausente” (Estudos CNBB 97, n. 23).




Tudo isso mexeu com a gente e logo foi dialogado primeiramente com o Pároco Pe. Renato e depois com algumas lideranças da Paróquia, perguntando-lhes se isso poderia dar  certo na Vila, pois tínhamos percebido um pouco de indiferença religiosa e queríamos mexer, incomodar, profetizar que: o impossível torna-se possível quando contamos com a cumplicidade de Deus em nossas vidas, mas sobre tudo para reavivar o zelo missionário do ser cristão.

Contamos com um povo muito querido, porem necessitado de motivação, utopia, e sonhos coletivos onde cada um coloca o seu talento, a sua riqueza o seu amor à Igreja. O primeiro passo foi convocar os leigos e, graças a Deus, encontramos gente que acreditou num jeito novo de ser Igreja, contando com a colaboração de 35 leigos que foram o fermento que provocou a missão na Vila.

O segundo passo foi contatar os Missionários Xaverianos, os quais  responderam positivamente ao convite. Ficamos tão agradecidos a Deus pelo sim desses, pois juntar quatro padres xaverianos, cada um com a responsabilidade de conduzir uma paróquia foi mesmo um milagre! Com disposição e desapego viajaram do Paraná e São Paulo ao Mato Grosso, carregando consigo uma boa dose de loucura pelo Reino.

A Vila foi dividida em 5 áreas, cada uma contaria com a presença de um Padre e uma irmã xaveriana, outra surpresa muito linda foi contar com a presença de uma leiga missionária xaveriana, Ana, que com muita disposição e alegria completou a equipe missionária ficando na área do Pe. Renato, e assim deu-se inicio à semana missionária, após um árduo trabalho de formiguinha no qual visitaram-se as famílias preparando-as e motivando-as para frequentar e fazer experiência pessoal com Jesus Cristo; essas visitas duraram três meses.

Durante a semana missionaria realizaram-se as seguintes atividades: visita e benção das famílias, palestras para os casais com a benção dos mesmos, visita nas escolas da Vila, encontro de jovens e adolescentes, encontro com os homens de cada área, benção e envio das mães, encontro de formação das catequistas e ministros, encontro e benção das crianças, celebração penitencial, benção dos comércios e a reza do terço missionário. Dentro da semana aconteceu a Solenidade do Corpus Christi, assim saímos de cada área em procissão, concluindo com uma lindíssima Celebração Eucarística. Aproveitando o feriado saímos juntos à cachoeira e assim passamos a tarde toda curtindo esse inesquecível momento fraterno no esplendor dessa bela natureza.

A missão tinha também outro lado celebrativo importante, os 50 anos de vida missionária religiosa da Ir. Elisa Priante, a qual com os seus 82 anos ainda está atuante na missão de União do Norte. O fato dela ter cultivado a própria vocação no quotidiano, impactou e serviu de testemunho para as novas e velhas gerações, pois tudo é possível quando acreditamos que Deus está ao nosso lado e com a sua graça os nossos sonhos tornam-se realidade. O pe. Joao Bortoloci, durante a celebração, lembrou uma frase de Dom Helder Câmara para a Ir. Elisa na celebração dos 50 anos é a seguinte: É graça divina começar bem. Graça maior é persistir na caminhada certa. Mas a graça das graças é não desistir nunca. E como é verdadeiro esse sentir.

Confirmamos ser gente de esperança, capaz de acreditar e gerar Vida aonde a sociedade só enxerga morte, capazes de semear alegria nos lugares aonde a tristeza impera, acreditar que o nosso protagonismo pode construir, pedrinha por pedrinha, a união e a identidade deste amado povo de União do Norte.




Partilhar com vocês essas maravilhas nos fortalece e nos impulsiona a sonhar com os pés no chão; é urgente criar na Paróquia a pastoral da visitação, criar novos grupos de reflexão nas áreas, criar laços afetivos e efetivos para uma nova Evangelização que atinja cada cristão de perto e de longe, preto ou branco, rico ou pobre, etc… enfim, viver a lógica da inclusão, porque o nosso DEUS veio para nos abraçar a todos sem distinção. Esse é o ideal que nos mantém nessa santa tensão.



Não podemos deixar de lado o sentir dos missionários leigos que fizeram acontecer a missão na Vila; eis alguns depoimentos:

“Que pena que o tempo foi muito curto, pois essa semana foi muito marcante, cada família teve o prazer de receber a visita de um Padre na sua casa. Para varias famílias esse fato foi uma grande surpresa. Ficamos muito felizes com os encontros, as missas, palestras e confissões. O que mais me surpreendeu foi a criação do grupo dos homens que se juntaram uma vez por semana para a reza do terço. Tenho certeza que com essa missão iremos fortalecer ainda mais o nosso povo católico” (Luciana da Conceição, Secretaria da Paróquia)

“As missões para mim foram um aprendizado a mais na minha vida, porque, com a graça de Deus e a força da Palavra, hoje posso dizer que tudo é possível, porque vi a presença de Deus em todas as partes, nas dificuldades e nas alegrias. Houve uma bonita experiência de partilha e conhecimentos humanos, onde a gente vive a realidade em palavras, gestos, risos e ação, partilhando a sua vida e a vida de cada família que vive a sua situação e os seus valores, costumes, diferenciados, defendendo a sua crença e lutando pelos seus objetivos, mas sempre prontos para receber a Palavra de Deus. E para nós, leigos e leigas que vivemos essa experiência, é o maior incentivo para podermos continuar essa caminhada” (Selma Maria da Silva, coordenadora da catequese).

“A presença dos quatro missionários Xaverianos foi uma grande benção para a nossa Vila. Durante três meses ficamos visitando as cinco áreas nas quais dividimos a Vila  procurando formar  novos multiplicadores leigos missionários das mesmas áreas. Através desse trabalho se mexeu com o povo. Andamos uma semana de casa em casa, abençoando-os e orando pelos doentes, com encontros que aconteceram na parte da noite. Devemos esta presença e atenção às Irmãs Xaverianas aqui presentes. Quando levei os 4 padres  para Sinop, comentaram da sua felicidade em ter vivido  esses 10 dias entre nós. Foi para nós e para eles uma grande experiência missionária” (Pe. Renato Scheifer, Pároco).

“Olhando minha longa caminhada dos 50 anos de vida missionária, só tenho que agradecer a Deus pela sua infinita Misericórdia, de estar sempre ao meu lado, nos momentos difíceis e nos momentos de alegria, sustentando a minha vocação e a minha fidelidade à missão. Agradeço a Deus e as minhas superioras que, apesar da minha idade, posso estar trabalhando na missão. Peco a Deus a   graça de ser fiel e trabalhar até o fim da minha vida pelo Reino de Deus e pelos irmãos que mais necessitam” (Ir. Elisa Priante, Missionaria de Maria Xaveriana).

   "O bairro de Samambaia foi privilegiado por contar com a presença de Pe. Joao Bortoloci. Ele fez muita gente ir na Igreja através das visitas nas casas. Todas as casas que visitamos nos receberam muito bem durante esses 10 dias, embora não deu para visitar todas, porque esse bairro é um dos mais grandes da Vila. Porem daria para formar 4 grupos de reflexão. Foi muito bom aprender aquele jeito lindo que o Pe. João tinha para com o povo. O padre João celebrou varias missas nesses 10 dias, o povo participou muito bem e ficou com saudade desse grande e querido missionário” (Clemencia, coordenadora dos grupos de reflexão).

Felicitas J. Santiesteban, mmx