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1/20/2014

Dia Mundial de Oração pelas Vocações: Mensagem do Papa Francisco

“Vocações, testemunho da verdade”. Este é o tema da mensagem do papa Francisco, divulgada hoje, 16, para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado em 11 de maio deste ano.
Na mensagem o papa, o papa diz que "toda a vocação exige sempre um êxodo de si mesmo para centrar a própria existência em Cristo e no seu Evangelho". Segundo Francisco, "quer na vida conjugal, quer nas formas de consagração religiosa, quer ainda na vida sacerdotal, é necessário superar os modos de pensar e de agir que não estão conformes com a vontade de Deus".
Segue, na íntegra, o texto:
 
Mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações
“Vocações, testemunho da verdade”

Amados irmãos e irmãs!

1. Narra o Evangelho que «Jesus percorria as cidades e as aldeias (...). Contemplando a multidão, encheu-Se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor. Disse, então, aos seus discípulos: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe”» (Mt 9, 35-38). Estas palavras causam-nos surpresa, porque todos sabemos que, primeiro, é preciso lavrar, semear e cultivar, para depois, no tempo devido, se poder ceifar uma messe grande. Jesus, ao invés, afirma que «a messe é grande». Quem trabalhou para que houvesse tal resultado? A resposta é uma só: Deus. Evidentemente, o campo de que fala Jesus é a humanidade, somos nós. E a ação eficaz, que é causa de «muito fruto», deve-se à graça de Deus, à comunhão com Ele (cf. Jo 15, 5). Assim a oração, que Jesus pede à Igreja, relaciona-se com o pedido de aumentar o número daqueles que estão ao serviço do seu Reino. São Paulo, que foi um destes «colaboradores de Deus», trabalhou incansavelmente pela causa do Evangelho e da Igreja. Com a consciência de quem experimentou, pessoalmente, como a vontade salvífica de Deus é imperscrutável e como a iniciativa da graça está na origem de toda a vocação, o Apóstolo recorda aos cristãos de Corinto: «Vós sois o seu [de Deus] terreno de cultivo» (1 Cor 3, 9). Por isso, do íntimo do nosso coração, brota, primeiro, a admiração por uma messe grande que só Deus pode conceder; depois, a gratidão por um amor que sempre nos precede; e, por fim, a adoração pela obra realizada por Ele, que requer a nossa livre adesão para agir com Ele e por Ele.
2. Muitas vezes rezamos estas palavras do Salmista: «O Senhor é Deus; foi Ele quem nos criou e nós pertencemos-Lhe, somos o seu povo e as ovelhas do seu rebanho» (Sal 100/99, 3); ou então: «O Senhor escolheu para Si Jacob, e Israel, para seu domínio preferido» (Sal 135/134, 4). Nós somos «domínio» de Deus, não no sentido duma posse que torna escravos, mas dum vínculo forte que nos une a Deus e entre nós, segundo um pacto de aliança que permanece para sempre, «porque o seu amor é eterno!» (Sal 136/135, 1). Por exemplo, na narração da vocação do profeta Jeremias, Deus recorda que Ele vigia continuamente sobre a sua Palavra para que se cumpra em nós. A imagem adotada é a do ramo da amendoeira, que é a primeira de todas as árvores a florescer, anunciando o renascimento da vida na Primavera (cf. Jr 1, 11-12). Tudo provém d’Ele e é dádiva sua: o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro, mas – tranquiliza-nos o Apóstolo - «vós sois de Cristo e Cristo é de Deus» (1 Cor 3, 23). Aqui temos explicada a modalidade de pertença a Deus: através da relação única e pessoal com Jesus, que o Batismo nos conferiu desde o início do nosso renascimento para a vida nova. Por conseguinte, é Cristo que nos interpela continuamente com a sua Palavra, pedindo para termos confiança n’Ele, amando-O «com todo o coração, com todo o entendimento, com todas as forças» (Mc 12, 33). Embora na pluralidade das estradas, toda a vocação exige sempre um êxodo de si mesmo para centrar a própria existência em Cristo e no seu Evangelho. Quer na vida conjugal, quer nas formas de consagração religiosa, quer ainda na vida sacerdotal, é necessário superar os modos de pensar e de agir que não estão conformes com a vontade de Deus. É «um êxodo que nos leva por um caminho de adoração ao Senhor e de serviço a Ele nos irmãos e nas irmãs» (Discurso à União Internacional das Superioras Gerais, 8 de maio de 2013). Por isso, todos somos chamados a adorar Cristo no íntimo dos nossos corações (cf. 1 Ped 3, 15), para nos deixarmos alcançar pelo impulso da graça contido na semente da Palavra, que deve crescer em nós e transformar-se em serviço concreto ao próximo. Não devemos ter medo: Deus acompanha, com paixão e perícia, a obra saída das suas mãos, em cada estação da vida. Ele nunca nos abandona! Tem a peito a realização do seu projeto sobre nós, mas pretende consegui-lo contando com a nossa adesão e a nossa colaboração.
3. Também hoje Jesus vive e caminha nas nossas realidades da vida ordinária, para Se aproximar de todos, a começar pelos últimos, e nos curar das nossas enfermidades e doenças. Dirijo-me agora àqueles que estão dispostos justamente a pôr-se à escuta da voz de Cristo, que ressoa na Igreja, para compreenderem qual possa ser a sua vocação. Convido-vos a ouvir e seguir Jesus, a deixar-vos transformar interiormente pelas suas palavras que «são espírito e são vida» (Jo 6, 63). Maria, Mãe de Jesus e nossa, repete também a nós: «Fazei o que Ele vos disser!» (Jo 2, 5). Far-vos-á bem participar, confiadamente, num caminho comunitário que saiba despertar em vós e ao vosso redor as melhores energias. A vocação é um fruto que amadurece no terreno bem cultivado do amor uns aos outros que se faz serviço recíproco, no contexto duma vida eclesial autêntica. Nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si. A vocação brota do coração de Deus e germina na terra boa do povo fiel, na experiência do amor fraterno. Porventura não disse Jesus que «por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13, 35)?
4. Amados irmãos e irmãs, viver esta «medida alta da vida cristã ordinária» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31) significa, por vezes, ir contra a corrente e implica encontrar também obstáculos, fora e dentro de nós. O próprio Jesus nos adverte: muitas vezes a boa semente da Palavra de Deus é roubada pelo Maligno, bloqueada pelas tribulações, sufocada por preocupações e seduções mundanas (cf. Mt 13, 19-22). Todas estas dificuldades poder-nos-iam desanimar, fazendo-nos optar por caminhos aparentemente mais cômodos. Mas a verdadeira alegria dos chamados consiste em crer e experimentar que o Senhor é fiel e, com Ele, podemos caminhar, ser discípulos e testemunhas do amor de Deus, abrir o coração a grandes ideais, a coisas grandes. «Nós, cristãos, não somos escolhidos pelo Senhor para coisas pequenas; ide sempre mais além, rumo às coisas grandes. Jogai a vida por grandes ideais!» (Homilia na Missa para os crismandos, 28 de Abril de 2013). A vós, Bispos, sacerdotes, religiosos, comunidades e famílias cristãs, peço que orienteis a pastoral vocacional nesta direção, acompanhando os jovens por percursos de santidade que, sendo pessoais, «exigem uma verdadeira e própria pedagogia da santidade, capaz de se adaptar ao ritmo dos indivíduos; deverá integrar as riquezas da proposta lançada a todos com as formas tradicionais de ajuda pessoal e de grupo e as formas mais recentes oferecidas pelas associações e movimentos reconhecidos pela Igreja» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31).
Disponhamos, pois, o nosso coração para que seja «boa terra» a fim de ouvir, acolher e viver a Palavra e, assim, dar fruto. Quanto mais soubermos unir-nos a Jesus pela oração, a Sagrada Escritura, a Eucaristia, os Sacramentos celebrados e vividos na Igreja, pela fraternidade vivida, tanto mais há de crescer em nós a alegria de colaborar com Deus no serviço do Reino de misericórdia e verdade, de justiça e paz. E a colheita será grande, proporcional à graça que tivermos sabido, com docilidade, acolher em nós. Com estes votos e pedindo-vos que rezeis por mim, de coração concedo a todos a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, 15 de Janeiro de 2014
Francisco

2/13/2013

Campanha da Fraternidade 2013


A Campanha da Fraternidade é uma campanha realizada anualmente pela Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil, sempre no período da Quaresma. Seu objetivo é despertar a solidariedade dos seus fiéis e da sociedade em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos de solução. A cada ano é escolhido um tema, que define a realidade concreta a ser transformada, e um lema, que explicita em que direção se busca a transformação. A campanha é coordenada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Educar para a vida em fraternidade, com base na justiça e no amor, exigências centrais do Evangelho;

Renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja Católica na evangelização e na promoção humana, tendo em vista uma sociedade justa e solidária.
A Campanha da Fraternidade de 2013, que retoma o tema Juventude, se propõe olhar a realidade dos jovens, acolhendo-os com a riqueza de suas diversidades, propostas e potencialidades; entendê-los e auxiliá-los neste contexto de profundo impacto cultural e de relações midiáticas; fazer-se solidária em seus sofrimentos e angústias, especialmente junto aos que mais sofrem com os desafios desta mudança de época e com a exclusão social; reavivar-lhes o potencial de participação e transformação.

Esta Campanha deseja, no contexto do Ano da Fé, mobilizar a Igreja e, o quanto possível, os segmentos da sociedade, a fim de se solidarizarem com estes jovens, favorecer-lhes espaços, projetos e políticas públicas que possam auxiliá-los a organizarem a própria vida a partir de escolhas fundamentais e de uma construção sólida do projeto pessoal, a se compreenderem como força de transformação para os novos tempos, a desenvolverem seu potencial comunicativo pelas redes sociais em vista da ética e do bem de todos, a assumirem seu papel específico na comunidade eclesial e no exercício do protagonismo que deles se espera, nas comunidades e na luta por uma sociedade que proporcione vida a todos.


Evangelizar, hoje, é uma via de mão dupla. Saem de cena os “públicos” ou “destinatários” da evangelização para dar lugar aos “interlocutores”. Os interlocutores da evangelização são pessoas que, numa relação dialogal, se enriquecem pela troca de experiências. Portanto, “escutando e compreendendo os gritos e clamores dos jovens, a Igreja é chamada não somente a evangelizar, mas também a ser evangelizada na atualidade”. Torna-se imprescindível, cada vez mais, caminhar com os jovens e refazer com eles a experiência de Jesus. Na prática, isso significa que “nas atividades pastorais com a juventude, faz-se necessário oferecer canais de participação e envolvimento nas decisões, que possibilitem uma experiência autêntica de corresponsabilidade, de diálogo, de escuta e o envolvimento no processo de renovação contínua da Igreja. Trata-se de valorizar a participação dos jovens nos conselhos, reuniões de grupo, assembleias, equipes, processo de avaliação e planejamento”.

Para atingir tal intuito, são estes os objetivos da Campanha da Fraternidade de 2013:


Objetivo geral:

Acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz.

Objetivos específicos:

1. Propiciar aos jovens um encontro pessoal com Jesus Cristo a fim de contribuir para sua vocação de discípulo missionário e para a elaboração de seu projeto pessoal de vida;

2. Possibilitar aos jovens uma participação ativa na comunidade eclesial, que lhes seja apoio e sustento em sua caminhada , para que eles possam contribuir com seus dons e talentos;

3. Sensibilizar os jovens para serem agentes transformadores da sociedade, protagonistas da civilização do amor e do bem comum.

(Introdução do texto-base CF 2013)

2/07/2013

JUVENTUDE MOÇAMBICANA NO ROSTO DE DEUS

Falar da juventude em Moçambique, sobretudo na região de Dondo e Beira, Província de Sofala , desperta dentro de mim experiências, lembranças, sonhos profundos dos 10 anos que convivi no meio daquele povo bendito, pobre onde mais da metade da população é jovem  com muitos sonhos e esperanças, porém cercados pela miséria, corrupção e pela aids que não perdoa, mata.
Parafraseando o poeta Tagore, podemos dizer: "O maior tormento para o jovem é ver sua grandeza constantemente ameaçada pela sua pequenez. Este é o seu pecado. Sua impureza lhe impede de revelar totalmente a grandeza de seu ser". O jovem não suporta a mediocridade que carrega dentro de si e a hipocrisia que o cerca. Ele é um explosivo ambulante. Basta oferecer-lhe um objetivo para fazer dele um herói. Com sua dedicação às causas humanitárias, a juventude ensina ao mundo que "tudo o que nós acumulamos, riquezas, honras, nos separa dos outros e nos impede a realização da nossa união com o próximo". 
O Lema Missionário da JMJ: “IDE E FAZEI DISCÍPULOS entre todas as nações” ( cf. Mt 28,19) assim como o  lema missionário da Campanha da Fraternidade deste ano de 2013: “EIS-ME AQUI, ENVIA-ME” (Is 6,8)  foi vivenciado de uma maneira bem eficaz e emocionante com a pastoral da juventude e os grupos bíblicos jovens no tempo em que lá trabalhei. Os jovens tinham sede da Palavra de Deus. Assessorei a Pastoral Bíblica à nível diocesano por vários anos. Os encontros diocesanos de formação Bíblica parecia um “Pentecostes”. Eram muitos os jovens que vinham de várias paróquias para passar três dias de formação. Comida de pobre, dormindo nas esteiras no chão más a Bíblia aquecia o coração.
O nosso grande objetivo era formar  grupos jovens com a Letio Divina. Grupos pequenos, não mais de 12 jovens, para poderem partilhar melhor a Palavra de Deus e se tornarem discípulos missionários de Jesus Cristo, sobretudo para outros jovens e adolescentes, sempre com o objetivo de estar multiplicando os grupos bíblicos tanto nas comunidades urbanas como nas comunidades rurais.


JOVEM EVANGELIZANDO JOVEM! Na Paróquia Santana da cidade de Dondo, onde fui pároco por 9 anos, chegamos a ter mais de 40 grupos bíblicos de jovens e adolescentes. O lema “Jovem evangelizando jovem” se tornou um grande desafio no meio da juventude. Era bonito ver grupos de jovens saírem da área urbana para irem evangelizar na área rural. Mais bonito era sentir a felicidade que eles transmitiam quando voltavam da missão.
A Evangelização porta a porta tinha se tornado um hábito missionário na paróquia Santana. Os frutos foram muitos, de maneira especial o aumento daqueles que buscavam o catecumenato para receberem o batismo, 1ª. Eucaristia e Crisma. Houve tempo de termos  mais de 4 mil pessoas no catecumenato. As salas de catequese eram as sombras dos pés da manga, as cadeiras eram o contato com a mãe terra. Os catequistas, na sua maioria eram jovens. O catecumenato durava 3 anos e a perseverança deles era muito boa.

QUE BELEZA ERAM AS NOSSAS CELEBRAÇÕES LITÚRGICAS! Celebrações alegres, com muitos cânticos, danças, teatros e outros mais. Os jovens eram muito criativos, em pouco tempo já estavam dando Show com suas apresentações. Porém não ficavam só em celebração mas buscavam também discernir a vocação. Quando saí de  lá em 2008 tinha, da paróquia Santana do Dondo,  nos vários seminários entre diocesano e de congregações 23 rapazes  e várias moças, algumas já irmãs. Neste ano terá a ordenação sacerdotal do Hugo pela diocese e chegaram no Brasil pelos Carmelitas o Raimundo e o Alberto para fazer o noviciado. Tudo isto é felicidade e convite para apostarmos na juventude.
Em Moçambique os colonizadores de 1896 à 1975 tiraram a liberdade do povo nativo; Países ricos, famintos do poder e da riqueza acenderam a guerra que foi de 1975 à 1992, destruindo as estruturas, sonhos, gerando muita morte e deixando muitos explosivos na terra... más no coração dos jovens moçambicanos há muitas chamas de amor, muitos sonhos de justiça e muita fé que um mundo novo é possível  e que o vigor de Deus  os sustentará na esperança.
Termino com o canto de Jorge Trevisol: Se a juventude viesse a faltar, o rosto de Deus iria mudar.

Pe. João Bortoloci Filho SX,
Missionário Xaveriano em Moçambique de 1998-2008 
          

5/26/2012

A VIDA NOS DÁ MUITAS OPÇÕES: A DECISÃO PELO QUE FAZER DE NOSSAS VIDAS ESTÁ NAS MÃOS DE CADA UM DE NÓS!


A vida nos dá muitas opções: a decisão pelo que fazer de nossas vidas está nas mãos de cada um de nós!


“Vive-se uma vez apenas. Toda atenção é pouca, para não desperdiçar as oportunidades que nos são dadas ao longo da existência”.


“Dois amigos passeiam à beira-mar. O assunto deve ser interessante, pois a conversa é alegre e animada. De repente, um deles percebe algo semi-enterrado na arreia. Instintivamente curva-se para apanhar. Nada de especial, um saquinho de pedrinhas, segundo ele, iguais a tantas outras. A conversa continua inflamada e cheia de risos. De vez em quando, distraidamente, o jovem interrompe a fala e atira ao mar, uma após outra, as pedrinhas que encontrara. E elas desaparecem, levadas pelas ondas. Terminada a conversa, casa um continua o seu caminho. O jovem lembra-se então das pedrinhas, das quais apenas uma resta em sua mão. Ao observá-la com mais atenção, leva um grande susto: é preciosa”.


Esta história nos chama a atenção, sendo possível aplicá-la ao tema vocacional. Nosso mundo atual é imensamente atrativo, oferecendo uma infinidade de possibilidades positivas outras menos positivas, que nos elevam ou que nos diminuem. Ao olhar para o panorama atual, vemos a grande maioria dos jovens e adolescentes caminhando sem rumo, sem objetivo, sem perspectivam, curtindo o momento “carpe dien” como se não houvesse amanhã, tentando esgotar todas as possibilidades da vida em um único momento, e por isso sentem-se vazios. Caminham como que brincando com a vida, distraídos, não param para enxergar a vida, enxergar as possibilidades e oportunidades que por eles se apresentam. O que podemos pensar de tantos jovens é que serão sempre inquietos e nunca chegarão a algo concreto, não fixarão raízes. Consequência deste vazio que invade seus corações e que procuram preencher com “coisas”, “momentos”, “pessoas’, estande distantes de serem pessoas que amam.


Por outro lado vemos também na sociedade uma parcela da juventude que percebe e vive a vida de uma maneira diferente, estando em busca de viver e não apenas sobreviverem em meio a sociedade injusta e consumista. Estes jovens encontramos no nosso dia a dia, no trabalho, nos eventos sociais, nas escolas e faculdades, jovens que buscam um futuro com valores, dignidade e bem estar.

Assim como o jovem da história parou para prestar atenção ao ter em mãos a última pedrinha, lanço a pergunta a tantos jovens que seguem vivendo suas vidas em meio a tantas possibilidades: E depois? Depois de que gastarem todas as suas possibilidades curtindo a vida de maneira boa ou má; depois de conquistarem o diploma na faculdade; depois de conquistarem um bom emprego e um ótimo salário; depois que tiverem 50 anos; e depois?


Para cada opção há um preço e uma recompensa. Aos jovens que estão no caminho procurando preencher o coração lanço mais uma pergunta: o que ainda falta na sua vida e impede de decidir por algo realmente desafiador, que te comprometa com uma opção radical, que te faça optar por Jesus Cristo, e pela causa do seu reino? Essa é uma pergunta difícil? Com certeza é muito difícil. Mas, nenhuma decisão é fácil, ao fazê-la temos que abandonar um entre dois caminhos, só por um dos caminhos podemos caminhar. Essa opção exige um preço a pagar, mas o valor certamente é reembolsado, e o retorno compensa. 

Por Matias Filho (Noviciado Xaveriano, Abril, 2012).

Adaptação do artigo de: FRANZOI, Rosa Clara. Toda opção séria exige um preço. Revista MISSÕES, Ano XXXII, n. 2, Mar. 2005.

9/28/2011

JOVENS: DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS DE JESUS CRISTO


DÁ PARA ACREDITAR NA JUVENTUDE?
            Meditemos esta poesia de Jorge  Trevisol                                                                                                      antes de responder esta pergunta.

                      O mesmo rosto

Dizem que o sol deixou de brilhar. 
Que as flores mais belas não perfumam mais,
que os jovens teriam deixado de amar,
de crer na esperança de poder mudar,
que as lutas e os sonhos o vento espalhou.
Que envelheceram as forças do amor.

Se fosse assim, me digam vocês
De quem é o rosto que ainda sorri
De quem é o grito que nos faz tremer
Defendendo a vida e um modo de ser?
De quem são os passos marcados no chão
E o lindo compasso de um só coração?

Enquanto existir um raio de luz
E uma esperança que a todos conduz.
Persiste a certeza plantada no chão
Ternura e beleza não acabarão.
Pois se a juventude que sabe guardar,
Do amor e da vida não vai descuidar.

O rosto de Deus é jovem também
E o sonho mais lindo é ele que tem.
Deus não envelhece, tampouco morreu.
Continua vivo no povo que é seu.
Se a juventude viesse a faltar
O rosto de Deus iria mudar.

Parafraseando o poeta Tagore, podemos dizer: "O maior tormento para o jovem é ver sua grandeza constantemente ameaçada pela sua pequenez. Este é o seu pecado. Sua impureza lhe impede de revelar totalmente a grandeza de seu ser". O jovem não suporta a mediocridade que carrega dentro de si e a hipocrisia que o cerca. Ele é um explosivo ambulante. Basta oferecer-lhe um objetivo para fazer dele um herói. Com sua dedicação às causas humanitárias, a juventude ensina ao mundo que "tudo o que nós acumulamos, riquezas, honras, nos separa dos outros e nos impede a realização da nossa união com o próximo".

JOVEM! PENSE E SONHE COM A VIDA MISSIONÁRIA. QUAL É A SUA OPÇÃO?  Diga como o Apóstolo Paulo: “Ai de mim, se eu não evangelizar”.
Se você quiser aprofundar esta proposta de Jesus Cristo, fale conosco ou escreva para: joaobortoloci@bol.com.br ou bortoloci7@hotmail.com

Juventude abraça a cruz missionária



A Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro (JMJ Rio-2013) tem seu primeiro ato em São Paulo no domingo, 18 de setembro de 2011. E que momento importante! A cruz missionária e o ícone de Nossa Senhora são acolhidos por uma multidão de jovens e não jovens num dia inteiro de festa, música, testemunhos sobre a JMJ Madrid-2011.
O aeroporto do Campo de Marte, mais uma vez, é palco de uma grande manifestação de fé, de irradiação da mensagem do Evangelho e de partida missionária para todo o Brasil. Foi lá também que, em maio de 2007, o papa Bento XVI, celebrou a canonização de S.Antônio de Santana Galvão, o primeiro santo nascido em terras brasileiras.
Em Madrid, dia 21 de agosto passado, num outro aeroporto urbano, chamado “Quatro Ventos”, foi bonita e muito sugestiva a cena quando os jovens espanhóis entregaram a cruz missionária e o ícone de Nossa Senhora a um grupo de jovens brasileiros. Aqueles a carregavam e levantaram; estes a acolheram com as mãos estendidas para o alto, enquanto ela descia para seus braços abertos. Bendita cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! Nela nos gloriamos, porque foi sobre ela entregue à morte nosso Salvador! Agora, os jovens do Brasil, numerosos e bem representados no Campo de Marte, fazem o mesmo aqui, na Terra de Santa Cruz, justamente poucos dias após a festa litúrgica da Exaltação da Santa Cruz!
Foi o beato João Paulo II que entregou esta cruz aos jovens, para que a levassem aos países onde se realizam as JMJ. E acrescentou também um ícone bonito de Nossa Senhora, para que acompanhasse a cruz. É uma cruz simples, de madeira, mas ela representa e traz a lembrança do próprio Jesus Cristo crucificado. De fato, é Ele que nos visita no sinal da sua cruz missionária; e Ele mesmo será acolhido, certamente com festa e belas manifestações de fé, em cada uma das 275 dioceses brasileiras, até chegar ao Rio de Janeiro, em julho de 2013. Em toda parte, o mesmo gesto, de acolher a cruz de braços abertos, antes de erguê-la bem alto, para que todos vejam nela o sinal de nossa salvação.
Aos pés da cruz, estará sempre Maria a Mãe de Jesus. Ela está lá, onde se encontra Jesus com seus discípulos. Estes não podem esquecer que, por vontade e testamento do próprio Jesus, ela é sua mãe também: “mulher, eis teu filho; filho, eis tua mãe” (cf. Jo 19,26-27).
Cristo peregrino nos visita, com sua cruz; Cristo missionário nos convoca para ouvirmos de novo seu Evangelho; o Cristo da via dolorosa também passará por nossos lugares de sofrimento, carregado das dores da humanidade, de tantos jovens... E talvez será escarnecido novamente, no desprezo feito aos  irmãos... Ele conta com nossa sensibilidade, como fez o Cirineu, para aliviarmos sua cruz, que pesa nos ombros de tantos brasileiros. Cristo ressuscitado nos visita, conforta e dá esperança, dando-nos a certeza de que Ele se faz nossa companhia nos caminhos de nossas solidões... Cristo missionário do Pai nos envia novamente, com o dom do Espírito Santo, para anunciarmos o Evangelho da vida e da esperança a todos os brasileiros. O lema da JMJ Rio-2013 bem indica nossa missão: “ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações” (cf Mt 28,19).


O Brasil está recebendo um carinho de Deus; nossos jovens e nossa Igreja receberão graças muito especiais durante este período de preparação para a JMJ Rio-2013. Será um “tempo favorável”, muito bem-vindo, especialmente para envolver as novas gerações na vida e na missão da Igreja. Para os adultos, será ocasião para uma nova valorização da própria fé e participação na vida eclesial. Para os jovens, poderá ser um tempo de encontros marcantes com Cristo e de descoberta da herança apostólica, custodiado e transmitido pela Igreja, de geração em geração, e que vai passando às suas mãos também.
Bem-vindo a nós, Jesus Cristo missionário! Bem-vinda, Nossa Senhora da Visitação! Os jovens do Brasil os acolhem de braços abertos!
Card. Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo - SP