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7/21/2014

OI, QUE PRAZER!

“É A HORA DOS LEIGOS MISSIONÁRIOS”


No dia 9 de julho, Pe. João Bortoloci Filho, acompanhado do Pe. Luís Bissolotti, esteve na cidade de Goioerê – PR, onde  se encontrou com um grupo de ex.seminaristas xaverianos juntamente com suas esposas e com amigos/as dos missionários xaverianos.
O encontro foi de partilha da amizade e das marcas xaverianas que vão continuando na história. Além da experiência feita por alguns deles em nossos seminários sentimos que foi marcante na vida de todos a passagem dos missionários xaverianos naquela região de Goioerê, Moreira Salles, Janiópolis, Campo Mourão, etc.
Aproveitamos da oportunidade para apresentar a eles a caminhada dos leigos missionários xaverianos do Brasil sul, a qual foi acolhida com muita alegria e , ao mesmo tempo, sentimos que eles já vêem fazendo uma caminhada neste sentido. Além de estarem engajados em suas comunidades e Paróquias, são pessoas de testemunho onde estão inseridos. Como ex.seminaristas xaverianos já têm uma experiência de encontro e partilha de vida entre eles a vários anos. A nossa presença foi mais para selar uma experiência vivida e daqui para frente continuarem com a “Marca de Leigos Missionários Xaverianos”.
Desde o dia 9 de julho de 2014 os leigos missionários xaverianos do Brasil Sul contam com mais um grupo, o Grupo Padre José Pedro da Silva. Este nome vem deles por ser o Padre xaveriano brasileiro que foi ordenado em Goioerê e por ter deixado uma herança muito bonita na vida xaveriana. Se ele fosse vivo hoje, teria completado 40 anos de vida sacerdotal. Ele faleceu em abril/2011 com apenas 65 anos.

Sejam bem-vindos


- Mauro e Isabel           
- Algemiro e Neyla
- Luiz e Elizete
- Pereira e Vergilina
- Pelozato e Iraíde
- Ceciliano e Fátima
- Maria Regina
- Pe. Ivam
- e outros....
Venham fazer parte da caminhada dos Leigos Missionários Xaverianos. Com a presença de vocês estamos mais fortalecidos e o nosso testemunho será maior.


Pe. João Bortoloci Filho

4/06/2012

LEIGOS E LEIGAS NO PROTAGONISMO DA EVANGELIZAÇÃO

Por: Dom Milton Kenan Júnior (Região Episcopal Brasilândia – SP)


A expressão não é nova, ela surge na Conferência de Santo Domingo (1992): “Que todos os leigos sejam protagonistas da Nova Evangelização, da promoção humana e da cultura cristã.” (n.97) (...) “Um laicato, bem-estruturado com formação permanente, maduro e comprometido, é o sinal de Igrejas Particulares que têm tomado muito a sério o compromisso da Nova Evangelização.” (n.103).

Hoje, talvez, precisássemos recuperar a intuição que o Episcopado Latino-americano assumiu, na Conferência de Santo Domingo, quando fala do “protagonismo dos leigos”; embora na Conferência de Aparecida essa expressão não apareça nenhuma vez. Falar de protagonismo, é falar do lugar de importância que os leigos têm na ação evangelizadora, é falar do seu papel insubstituível, imprescindível, na transformação da realidade que vivemos, marcada pela exclusão e pela violência.

Os leigos são protagonistas, afirmaram os bispos em Santo Domingo, ou seja, são os agentes principais no esforço da Igreja em dialogar com o mundo e apresentar os valores do Evangelho num tempo de tantos contra-valores.

Nesse sentido, o Documento de Aparecida e agora o das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil, DGAE 2011-2015, ressaltam dois princípios de grande valor e importância.

O primeiro princípio é o da corresponsabilidade. Leigos e Leigas devem participar, como sujeitos, com vez e voz, na elaboração dos programas pastorais, nos centros de discussão e decisão nas Igrejas Particulares. Referindo-se ao projeto pastoral da Diocese, o Documento de Aparecida afirma: “Os leigos devem participar do discernimento, da tomada de decisões, do planejamento e da execução.” (n.371).  Não podem, portanto, verem reduzida a sua participação apenas ao momento de encaminhar e realizar os programas, mas sentirem-se participantes desde o início, por força da sua condição de cristão batizado, habilitado pelos sacramentos do Batismo e da Confirmação, a participar plenamente da vida da Igreja.

É ainda o Documento de Aparecida que esclarece: “A evangelização do Continente, dizia-nos o papa João Paulo II, não pode realizar-se hoje sem a colaboração dos fiéis leigos. Hão de ser parte ativa e criativa na elaboração e execução de projetos pastorais a favor da comunidade. Isso exige, da parte dos pastores, maior abertura de mentalidade para que entendam e acolham o “ser” e o “fazer” do leigo na Igreja, que por seu batismo e sua confirmação é discípulo e missionário de Jesus Cristo.” (n.213).

As DGAE 2011-2015 ressaltam: “Os leigos, corresponsáveis com o ministério ordenado, atuando nessas assembleias, conselhos e comissões, tornam-se cada vez mais envolvidos no planejamento, na execução e na avaliação de tudo que a comunidade vive e faz.” (n.104.c).

O segundo princípio é o da missão. Os Documentos do Episcopado Latino-americano afirmam exaustivamente que o campo específico da ação dos leigos e leigas é o das realidades onde vivem e trabalham, ou seja, é o mundo da família, do trabalho, da cultura, da política, do lazer, da arte, da comunicação, da universidade etc.

Em função disso, “a formação dos leigos e leigas deve contribuir, antes de mais nada, para sua atuação como discípulos missionários no mundo, na perspectiva do diálogo e da transformação da sociedade. É urgente uma formação específica para que possam ter incidência significativa nos diferentes campos, sobretudo ‘no vasto mundo da política, da realidade social e da economia, como também da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos meios de comunicação e de outras realidades abertas à evangelização’ (EN 70).” (DAp 283).

As DGAE 2011-2015 incentivam a participação social e política dos cristãos leigos e leigas nos diversos níveis e instituições, nos Conselhos de Direitos, em campanhas e outras iniciativas que busquem efetivar a convivência pacífica, no fortalecimento da sociedade civil, e de controle social. Destaca também a participação na busca de políticas públicas que ofereçam as condições necessárias ao bem-estar de pessoas, famílias e povos; e a formação de pensadores e pessoas que estejam nos níveis de decisão evangelizando com especial atenção e empenho. (cf. n.115-117).

Entre os diversos espaços em que a presença dos leigos e leigas, hoje, é imprescindível destacam-se: o mundo universitário, o mundo da comunicação, e a presença pastoral junto dos políticos e formadores de opinião no mundo do trabalho, dirigentes sindicais e comunitários (n.117).

Há, portanto, no pensamento dos bispos latino-americanos e brasileiros uma condição e uma exigência para o protagonismo dos leigos. A condição é de que leigos e leigas possam ocupar o lugar que lhes cabe na vida das comunidades, sentindo-se, de fato, como sujeitos corresponsáveis na elaboração e realização de projetos e programas de evangelização. E a exigência é a sua atuação evangélica nas realidades onde vivem e atuam, para que à semelhança do fermento possam levedar toda realidade humana com a força do Evangelho.

Este é o grande desafio que hoje não só leigos e leigas enfrentam, mas todo o corpo eclesial: superar o conceito de leigo como inferior, subalterno e destinatário da ação evangelizadora; e formar leigos e leigas para que possam, nas realidades que lhe são específicas, agir como agentes eclesiais, discípulos missionários de Jesus Cristo.

Ao falar do protagonismo dos leigos é indispensável falar de verdadeira conversão pastoral, como é proposta pelo Documento de Aparecida, no espírito da comunhão e libertação (cf. n.368), ultrapassando uma pastoral de mera conversão para uma pastoral decididamente missionária (n.370). 

Oxalá leigos e leigas possam exercer seu protagonismo na vida de nossas comunidades eclesiais e assumirem com renovado entusiasmo sua missão nas realidades onde, na sua maioria e na maior parte do seu tempo, estão. Isso exige coragem! O Espírito de Deus certamente não lhes faltará

4/03/2012

OS FIÉIS LEIGOS, JUNTAMENTE COM OS SACERDOTES, RELIGIOSOS E RELIGIOSAS, FORMAM O ÚNICO POVO DE DEUS E CORPO DE CRISTO (JOÃO PAULO II)

Por: Francisco Batista (Leigo Missionário Xaveriano em Moçambique)

 O leigo na Igreja         
  
Várias cartas encíclicas, exortações apostólicas e documentos episcopais destacam o papel do leigo na igreja. A Exortação Apostólica de João Paulo II, Christifideles Laici, destaca que “novas situações, tanto eclesiais como sociais, económicas, politicas, culturais, reclama hoje, com uma força toda particular a ação dos fiéis leigos.
João Paulo II continua a reflexão fazendo referência das imagens evangélicas do sal, luz e fermento, que se referiam indistintamente a todos os discípulos de Jesus e têm uma específica explicação aos fiéis leigos. Essas imagens são maravilhosamente significativas, porque fala da inserção e participação profunda do leigo no mundo, bem como sua novidade e originalidade de uma inserção e dedicação destinada à difusão do evangelho que salva (Cf. Christifideles Laici-).
É absolutamente necessário que cada fiel leigo tenha sempre viva a consciência de ser um membro da igreja, a que se confia um cargo original insubstituível e indelegável, que deverá desempenhar para o bem de todos (Cf. Christifideles Laici- 28) 
Os fieis leigos, precisamente por serem fiéis da igreja, tem por vocação e por missão anunciar o evangelho, pois para essa obra foram habilitados e nela emprenhados pelo sacramento da iniciação cristã e pelos dons do Espírito Santo  (Cf. Christifideles Laici-33).
            
O leigo missionário

Com relação ao leigo que desenvolve actividades no campo da missão, João Paulo II afirmou que nesse campo, a acção dos leigos parece cada vez mais preciosa e necessária. O Papa afirma que na ordem do senhor “ide por todo o mundo” continua a encontrar leigos generosos a ponto de sair do seu ambiente de vida, o seu trabalho, a sua região ou pátria, para ir, ao menos por um certo tempo, para zonas de missão.
O casal Áquila e Priscila (Cf. At 18; Rm 16, 3s), são citados pelo papa como testemunho de amor apaixonado por Cristo e pela igreja com sua actividade em terras de missão .   (Cf. Christifideles Laici-).

A vocação do leigo 

Sabemos das diversas actividades desenvolvidas pelos fiéis leigos na igreja universal e sua importância, pois a rica variedade da igreja encontra uma sua ulterior manifestação no seio de cada estado de vida. Assim, dentro do estado de vida laical há lugar para várias “vocações”, ou seja, vários caminhos espirituais e apostólicos que dizem respeito a cada fiel leigo.
No trilho de uma vocação laical “comum” florescem vocações laicais particulares, como é o caso de leigos engajados em acoes pastorais voltadas para as questões sociais, principalmente situações que clamam por intervenções imediatas, no caso da violação de direitos e quando ocorre situações que ferem a dignidade humana. 

O leigo na caminhada de transformação da sociedade  

Quando o leigo acolhe e anuncia o evangelho na força do espírito, a igreja torna-se comunidade evangelizada e evangelizadora e, precisamente por isso, faz-se serva dos homens e mulheres. Nela, os fiéis leigos participam da missão de servir a pessoa e a sociedade.
A igreja tem como o fim supremo o Reino de Deus, o qual “constitui na terra o gérmen e o início” e está inteiramente consagrada à glorificação do pai. Ma o reino é fonte de libertação plena e salvação total para os homens: com estes, por tanto, a igreja caminha e vive, real e intimamente solidária com sua história.   (Cf. Christifideles Laici-36).

O leigo na proclamação da paz e por justiça

Descobrir e ajudar a descobrir a dignidade inviolável de cada pessoa humana constitui uma tarefa essencial diria central e unificadora do serviço que a igreja, nela os fiéis leigos, são chamados a prestar à família dos homens e, de todas as criaturas terrenas, só o homem e a mulher são “pessoas”, sujeitos consciente e livre e, precisamente por isso, “centro e vértice”do universo.     (Cf. Christifideles Laici-37)
Diante de tantas realidades que nos salta aos olhos, percebemos que o chamado de Cristo para a promoção da dignidade da pessoa humana se torna cada vez mais frequente, pois estamos diante de estruturas que não promovem a vida. Na carta encíclica de Paulo VI, populorum progressio, ele já alertava que as excessivas disparidades económicas, sócias, culturais provocam, entre os povos, tensões, discórdias, e põem em perigo a paz.
Mas o papa Paulo VI já sublinhava que a caridade para com os pobres deve tornar-se mais atenta, activa e generosa, pois combater a miséria e lutar contra as injustiças, é promover não só o bem-estar mas também o progresso humano e espiritual de todos e, portanto, o bem comum da humanidade.
A paz não se reduz na ausência de guerra, mas constrói-se dia-dia, na busca de uma ordem querida por Deus, que traz consigo uma justiça mais perfeita entre os homens. ( Cf. Populorum progressio-76.).     
O documento 62 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), faz ressonância e fortalece o que foi dito por João Paulo II na Exortação Apostólica Chistifideles Laici com relação ao serviço e participação na transformação da sociedade pelo bem dos pobres, destacando a competência do cristão leigo na actuação insubstituível na construção da sociedade justa e fraterna, a partir de sua condição e ambiente próprios, priorizando a luta contra a miséria e tudo que degrada a vida humana e a defesa intransigente da ética pública, contribuindo assim para a construção da paz com justiça.    

Para não concluir

Deus chama-me e envia-me como trabalhador para sua vinha; chama-me e envia-me a trabalhar para o advento do seu Reino na história: esta vocação e missão pessoal defini a dignidade e a responsabilidade de cada fiel leigo e constitui o ponto forte de toda a acção formativa, em ordem ao reconhecimento alegre e agradecido de tal dignidade e ao cumprimento fiel e generoso de tal responsabilidade (João Paulo II).
Aos irmãos que reconhecem tal valor e, avança numa perspectiva de valorização dos fieis leigos para contribuir na construção do reino de Deus.

9/29/2011

LEIGOS (AS) XAVERIANOS (AS) EM COMUNHÃO E PARTICIPAÇÃO NA MISSÃO AD-GENTES




1.      Nos últimos anos, no Brasil, encontramos um número significativo de leigos (as) que tendo conhecido o testemunho e o trabalho dos missionários xaverianos desejam partilhar da espiritualidade missionária ad gentes à luz dos ensinamentos de seu fundador Guido Maria Conforti. São homens, mulheres, jovens, ex - seminaristas, pessoas que foram tocadas pela abertura de espírito, testemunho, coragem, despojamento e profetismo desses missionários. São pessoas que desejam engajar-se de forma mais organizada e sistemática no árduo trabalho missionário, participar de programas de formação, empenhar-se no aprofundamento de uma espiritualidade missionária e, possivelmente, assumir trabalhos apostólicos, a partir mesmo de suas possibilidades e de seu estado de vida, somando forças de diferentes formas e níveis   no sentido de tornar conhecidos os valores  evangélicos da justiça, da amizade, da opção pelos pobres, do amor, da compaixão e da fraternidade. Sobretudo, desejam serem sinais visíveis do compromisso missionário em suas famílias, no mundo do trabalho e da cultura, participando em diversos níveis da espiritualidade e da missão ad gentes.

2.      Inspirados pelas palavras da Lumen Gentium segundo a qual “todos os seguidores de Cristo (...) são convidados a buscar a santidade e a perfeita realização do seu próprio estado,” (LG, 40) é que desejamos em profunda sintonia com os missionários xaverianos e sendo orientados por eles e, sobretudo, sentindo com a Igreja, não medirmos esforços para de forma deliberada, organizada e planejada, partilhar de seu carisma missionário, no espírito de verdadeira comunhão e participação.

3.      É importante lembrar que desde os primórdios da Igreja, o Espírito Santo fez nascer uma ampla gama de movimentos, grupos e associações de homens e mulheres, cada qual com seu próprio carisma: viúvas, virgens, eremitas, penitentes e monges. Um destaque especial na Idade Média para o surgimento das conhecidas Ordens Terceiras (em conexão com os Franciscanos e Dominicanos) e uma vasta gama de irmandades que tanto protagonismo tiveram nos primórdios do processo de evangelização do Brasil e de toda a America Latina. Mais recentemente, no século XX, assistimos ao surgimento e inúmeros Institutos Seculares, assim como novos movimentos eclesiais (RCC, Neo-Catecumenato, Focolares etc )e Comunidades Cristãs de Base, com forte presença e protagonismo dos leigos (as).

4.      Ao refletir sobre o protagonismo  dos leigos (as) o Papa João Paulo II em sua Exortação Vita Consacrata de 1996 menciona com apreço, como os leigos (as) têm reconhecido o valor da vida religiosa e desejado ligar-se a certos institutos religiosos para participar de sua espiritualidade ou de seus apostolados. Para o Papa essas iniciativas devem ser incentivadas e os leigos (as)  formados (as)  e capacitados (as)  de tal modo que estimem sua vocação leiga e ao mesmo tempo se dediquem também á missão de Jesus Cristo. Portanto, acolher esta iniciativa e ajudar os leigos (as) a também ser protagonistas na missão enriquecerá sobremaneira a Congregação dos missionários Xaverianos, tornando mais presente ainda o carisma missionário ad gentes no coração da Igreja do Brasil.


5.      Ao examinarmos as formas possíveis de associação de leigos (as) com os Missionários Xaverianos vislumbramos uma grande variedade de categorias, níveis e graus nesta comunhão e participação. Benfeitores, colaboradores das paróquias (catequistas, agentes de pastoral etc), funcionários das casas de formação, paróquias e obras diversas, são categorias bastante familiares, apesar de na maioria das vezes sem ainda a devida consciência da importância da colaboração que prestam ao trabalho missionário da Congregação e, por conseguinte, da Igreja. Assim, pensamos que ao organizarmos nossa colaboração com os Missionários Xaverianos devemos compreender nosso trabalho de comunhão e participação na missão em três níveis ou categorias, a saber: 1. Partilha da espiritualidade Xaveriana ; 2. Partilha da missão num ambiente xaveriano ; 3. Partilha mais intensa e mais plena da Vida Apostólica Xaveriana de oração, comunidade e da missão ad gentes como leigos (as).

6.      Em cada uma dessas categorias, encontraremos variados graus de “intensidade” – desde uma vaga conexão, como os que rezam pela Congregação e pelos missionários, até os que formam comunidades cristãs; desde os que trabalham lado a lado com os Xaverianos, até os que vivem em comunidade ou fazem compromisso como Missionários Leigos Xaverianos. Evidente que em todos os níveis a formação apropriada variará de acordo com a categoria de partilha e o seu grau de intensidade. Essa formação deverá, em cada nível, ser flexível e prática (orientada para as reais necessidades dos participantes) ; Holística e totalizante (formação integral que envolva a pessoa toda), profundamente xaveriana (fundamentada na herança espiritual de Guido Maria Conforti) ; Mútua (que envolva compromissos tanto para os leigos como para os Missionários Xaverianos) ; Corresponsável (leigos e religiosos assumem iniciativas e responsabilidades condizentes com o nível de participação e comunhão na missão).

7.      Segue modelo/proposta de organização dos leigos (as) xaverianos . Uma proposta para discernimento, debate e reflexão. O objetivo é meramente didático-pastoral. Ou seja ter uma visão de conjunto das possibilidades que se abrem para nossa ação, para em seguida estabelecermos um planejamento estratégico definindo passos a curto, médio e longo prazos, sempre em sintonia com o missionários xaverianos.

7.1.           Partilha da oração e da reflexão num ambiente xaveriano.  A primeira forma de associação com os xaverianos deve ser inspirada e apoiada na ativa vida cristã da pessoa por meio da oração e da reflexão num ambiente xaveriano. A ênfase recai na oração e na reflexão e não na missão ativa.



DESCRIÇÃO
FORMAÇÃO
·        GRUMIX
·        GRUPO DE BENFEITORES
·        CÍRCULO DE AMIGOS
·        Funcionários das obras apostólicas, paróquias, casas de formação.
·        Retiros e festas
·        Reuniões periódicas
·        Reflexões sobre tópicos da espiritualidade e da herança xaveriana
·        Oração (Terço Missionário, Adoração ao Santíssimo)



7.2.           Partilha da Missão em um ambiente xaveriano. A segunda forma de associação com os xaverianos  tem como ênfase o compromisso e um envolvimento de partilha na missão.

DESCRIÇÃO
FORMAÇÃO
·        Membros de equipes missionárias paroquiais e diocesanas
·        Membros de equipe de Missão itinerante
·        Membros de equipes de Animação Missionária
·        Agentes de Pastoral
·        Catequistas
·        Líderes de Comunidades de Base e de movimentos
·        Profissionais liberais
·        Teologia Básica
·        Estudos Bíblicos Básicos
·        Missiologia
·        Liturgia Inculturada
·        Treinamento para a Missão
·        Comunicação
·        Aconselhamento Pastoral
·        Desenvolvimento humano, pessoal e espiritual
·        Estudo do Carisma xaveriano, da obra apostólica, das Constituições e publicações
·        A herança espiritual de Guido Conforti e Francisco Xavier

7.3.           Partilha mais profunda da Vida Apostólica Xaveriana de oração, comunidade e missão. Essa terceira forma de associação envolve o compromisso com a missão xaveriana de modo substancial e formal, por um tempo estabelecido, como também se for o caso alguma participação planejada na vida comunitária de oração, estudo com os xaverianos.

DESCRIÇÃO
FORMAÇÃO
·        Viver e trabalhar com os xaverianos por certo tempo e para fins determinados
·        Viver e trabalhar com os xaverianos por determinado tempo com possíveis promessas (?)
·        Programa abrangente de vários anos, que inclui formação nas dimensões humana, espiritual, comunitária, psicológica, teológica e pastoral
·        Treinamento especializado para serviços específicos e ministérios particulares

8.      Desejamos, portanto, como se depreende, constituir qualitativamente um pujante movimento de leigos  e leigas xaverianos, plural, comunitário, colaborativo e que se articule em rede, de forma dinâmica, colocando em prática os princípios da solidariedade, da subsidiariedade e adaptabilidade.  A rede está lançada. Agora é mãos à obra.

Arnaldo Valentim Silva, professor e Educador Social, Mestre em Filosofia Social pela Puccamp e Assessor do CERNE/CRB.