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5/11/2019

DEUS SEMPRE NOS SURPREENDE

AS SURPRESAS DE DEUS

 O anúncio do anjo a Maria (Lc 1,26-38) vem depois do anúncio do anjo a Zacarias (Lc 1,5-25). Nos dois casos anuncia-se um nascimento. Vale a pena comparar os dois anúncios para perceber as semelhanças e as diferenças. Descrevendo a visita do anjo a Maria e a Isabel, Lucas evoca as visitas de Deus a várias mulheres estéreis do Antigo Testamento: Sara, mãe de Isaque (Gn 18,9-15), Ana, mãe de Samuel (I Sam 1,9-18), a mãe de Sansão (Jz 13,2-5). A todas elas o anjo tinha anunciado o nascimento de um filho com missão importante na realização do plano de Deus. E agora, ele faz o mesmo anúncio a Isabel, esposa de Zacarias, e a Maria. Maria não é estéril. Ela é virgem. No Antigo Testamento, o anjo de Deus, muitas vezes, é o próprio Deus.

A Palavra de Deus chega a Maria não por meio de um texto bíblico, mas através de uma experiência profunda de Deus, manifestada na visita do anjo. Foi graças à ruminação da Palavra de Deus da Bíblia que ela foi capaz de perceber a Palavra viva de Deus na visita do anjo.

Lucas não fala muito sobre Maria, mas aquilo que fala tem grande profundidade. Quando fala de Maria, ele pensa nas comunidades. Apresenta Maria como modelo para a vida das comunidades. É na maneira de ela relacionar-se com a Palavra de Deus que Lucas vê a maneira mais correta para a comunidade relacionar-se com a Palavra de Deus: acolhê-la, encarná-la, vivê-la, aprofundá-la, ruminá-la, fazê-la nascer e crescer, deixar-se moldar por ela, mesmo quando não a entendemos ou quando ela nos faz sofrer. Esta é a visão que está por trás dos textos dos capítulos 1 e 2 do Evangelho de Lucas, que falam de Maria, a mãe de Jesus.
Quando Lucas fala de Maria, ele pensa nas comunidades do seu tempo que viviam espalhadas pelas cidades do império romano. Maria é, para ele, o modelo da comunidade fiel. Descrevendo a visita de Maria a Isabel, ele ensina como aquelas comunidades devem fazer para transformar a visita de Deus em serviço aos irmãos e irmãs.
O episódio da visita de Maria a Isabel mostra ainda outro aspecto bem próprio de Lucas. Todas as palavras e atitudes, sobretudo o Cântico de Maria, formam uma grande celebração de louvor. Parece a descrição de uma solene liturgia. Assim, Lucas evoca o ambiente litúrgico e celebrativo, em que as comunidades devem viver a sua fé.
O texto Lc 1,39-56 nos fala da visita de Maria a sua prima Isabel. As duas eram conhecidas uma da outra. E, no entanto, neste encontro elas descobrem, uma na outra, o mistério que ainda não conheciam e que as encheu de muita alegria. Hoje também encontramos pessoas que nos surpreendem com a sabedoria que possuem e com o testemunho de fé que nos dão.
Lucas acentua a prontidão de Maria em atender as exigências da Palavra de Deus. O anjo lhe falou da gravidez de Isabel e, imediatamente, Maria se levanta para verificar o que o anjo lhe tinha anunciado, e sai de casa para ir ajudar a uma pessoa necessitada. De Nazaré até as montanhas de Judá são mais de 100 quilômetros! Não havia ônibus nem trem.
O Segundo Livro de Samuel conta a história da Arca da Aliança. Davi quis colocá-la em sua casa, mas ficou com medo e disse: “Como virá a Arca de Javé para ficar na minha casa?” (2 Samuel 6,9). Davi mandou que a Arca fosse para a casa de Obed-Edom. “E a Arca de Javé ficou três meses na casa de Obed-Edom, e Javé abençoou a Obed-Edom e a toda a sua família” (2 Samuel 6,11). Maria, grávida de Jesus, é como a Arca da Aliança que, no Antigo Testamento, visitava as casas das pessoas trazendo benefícios. Ela vai para a casa de Isabel e fica lá três meses. E enquanto está na casa de Isabel, ela e toda a sua família são abençoadas por Deus. A comunidade deve ser como a Nova Aliança. Visitando a casa das pessoas, deve trazer benefícios e graça de Deus para o povo.
A atitude de Maria frente à Palavra expressa o ideal que Lucas quer comunicar às comunidades: não fechar-se sobre si mesmas, mas sair de si, sair de casa, e estar atentas às necessidades bem concretas das pessoas e procurar ajuda na medida das necessidades.
Em Lucas 2,8-20 temos a visita do anjo aos pastores anunciando o nascimento do Salvador. E o sinal do reconhecimento é este: “Vocês vão encontrar um recém-nascido, envolto em faixas e  deitado numa manjedoura!” Surpresa grande! Eles esperavam o Salvador de todo o povo e encontram um recém-nascido pobre, deitado num coxo de animal!
Deixe Deus lhe surpreender. Ele se manifesta nas coisas pequenas e conhecidas. Quando as coisas são muito conhecidas a gente já não presta tanta atenção. Assim acontece com a visita de Deus em nossas vidas. Ela é tão presente e tão contínua que, muitas vezes, já não a percebemos e, por isso, perdemos uma grande oportunidade de viver na paz e na alegria.


 (Baseado no livro O Avesso é o lado certo – Carlos Mesters e Mercedes Lopes )

5/06/2014

FLOR DE MAIO

CHAMADOS A SERMOS MATERNOS COMO MARIA, COMO  DEUS.

Maio, mês de Maria, mês das mães e da maternidade. O papa João Paulo I viveu pouco a sua missão como papa, mas deixou uma frase marcante: “Deus é mais que um Pai, é uma Mãe”. Ele é a fonte da vida, é amor. Somos filhos amados de Deus!

Maria significa a amada e foi escolhida por Deus para ser a mãe do Salvador, e com Ele, ser a testemunha do amor.

“Juntamente com o Espírito Santo, sempre está Maria no meio do povo. Ela reunia os discípulos para O invocarem (At 1,14), e assim tornou possível a explosão missionária que se deu no Pentecostes. Ela é a Mãe da Igreja evangelizadora e, sem Ela, não podemos compreender cabalmente o espírito da nova evangelização” (EG 284). “Hoje fixamos n’Ela o olhar, para que nos ajude a anunciar a todos a mensagem de salvação e para que os novos discípulos se tornem operosos evangelizadores”(cf. EG 287). “Pedimos-Lhe que nos ajude, com a sua oração materna, para que a Igreja se torne uma casa para muitos, uma mãe para todos os povos, e torne possível o nascimento dum mundo novo” (cf. EG 288).

O papa Francisco quando esteve em Aparecida nos deixou este grande desafio: “Batam à porta de Maria e ela lhes apresentará Jesus. Aprendamos com Maria a amar. O amor nos faz partir, sair de nós mesmos, ir ao encontro do outro, daquele que precisa do nosso carinho, partilha e do nosso testemunho missionário de Jesus Cristo.


Não deixemos que nos roubem a força missionária da intercessão e que Maria abençoe, de maneira especial à todas as mães.


joaobortoloci@bol.com.br

5/17/2013

MÊS DE MAIO – MÊS DE MARIA

O Documento de Aparecida, firmando o horizonte dos que crêem em Cristo, continua dizendo: “interlocutora do Pai em seu projeto de enviar o Verbo ao mundo para a salvação humana, com sua fé Maria chega a ser o primeiro membro da comunidade dos crentes em Cristo, e também se faz colaboradora no renascimento espiritual dos discípulos” (DAp 266). Maria tem sempre muitas coisas para nos ensinar:

  1. MARIA A NOVA EVA: Maria aparece na história da Salvação como aquela que resgata a imagem da humanidade infiel e colabora para que Deus realize, por meio de Jesus, a redenção universal. Se Eva disse não ao plano de Deus, Maria diz sim e se realiza a aliança de Deus com a humanidade. Como é importante o nosso sim a Deus.

  1. MARIA CHEIA DE GRAÇA: Maria é saudada pelo anjo como cheia de graça pois
    o Senhor está contigo. Pelos méritos de Jesus Cristo, Maria foi preservada tanto do pecado original quanto de outra culpa para tornar-se digna de ser a mãe do redentor. Porém não foi forçada a esta missão. Deus tinha um projeto para com Maria como tem para com cada um de nós. Louvemos a Maria por ela acolher a graça de Deus.

  1. MARIA CASA DE DEUS: Olhando bem, Maria é a verdadeira casa de Deus. Foi preparada desde o Antigo Testamento tornando-se a casa do acolhimento. Em toda a cena da anunciação, Maria é a Virgem do acolhimento. Ela acolhe a voz do anjo, acolhe a semente da Palavra, acolhe-se à sombra do Espírito, acolhe o Filho de Deus, no seu seio. Graças a esse acolhimento, Maria abre espaço para o outro, esvazia-se de si, para Deus.
  1. MARIA GLORIFICAÇÃO DA TRINDADE
  •  Deus Pai é glorificado em Maria, pois, ao ser preservada, desde a sua concepção, de toda a mácula do pecado original, significa que Maria foi cumulada inteira e plenamente da graça de Deus, desse Deus Pai, que olhou para a sua Filha predileta e primeiro a amou, a escolheu e consagrou para ser a Mãe de seu Filho;
  • Jesus Cristo é glorificado em Maria desde o seu ventre até a cruz e sua presença de mãe na vida de seus discípulos e caminhada da Igreja.
  • O Espírito Santo é glorificado em Maria por ela  ser totalmente disponível à sua ação.

  1. MARIA, ESCOLA DE FÉ: No congresso de Aparecida o
    Papa Bento XVI nos disse: Maria Santíssima, a Virgem pura e sem mancha é para nós escola de fé destinada a nos conduzir e a nos fortalecer no caminho que conduz ao encontro com o Criador do céu e da terra.  O Papa veio a Aparecida com viva alegria para nos dizer em primeiro lugar: Permaneçam na escola de Maria. Inspirem-se em seus ensinamentos. Procurem acolher e guardar dentro do coração as luzes que ela, por mandato divino, envia a vocês a partir do alto”(DAp 270).

  1. MARIA: PRIMEIRA DISCÍPULA MISSIONÁRIA DE JESUS CRISTO: Ela nos
    exorta a fazer o que Jesus nos diz (cf. Jo 2,5). Junto com ela queremos estar atentos uma vez mais à escuta do Mestre, e ao redor dela, voltarmos a receber com muita força o mandato missionário de seu Filho: “Vão e façam, discípulos de todos os povos” (Mt 28,19). Escutamos Jesus como comunidade de discípulos missionários que experimentaram o encontro vivo com Ele e queremos compartilhar com os demais essa alegria incomparável todos os dias. (DAp 364)           

  1. MARIA, MÃE DA IGREJA: Perseverando junto aos apóstolos à espera do Espírito (cf. At 1,13-14), ela cooperou com o nascimento da Igreja missionária, imprimindo-lhe um selo mariano que a identifica profundamente. Como mãe de tantos, fortalece os vínculos fraternos entre todos, estimula a reconciliação e o perdão e ajuda os discípulos de Jesus Cristo a experimentarem como uma família, a família de Deus. Em Maria, encontramo-nos com Cristo, com o Pai e com o Espírito Santo, assim como com os irmãos.(DAp 267).
              Senhor, fazei que, sob o olhar carinhoso de Maria, Mãe e modelo de todos os vocacionados, possamos responder com amor à missão a qual cada um de nós é chamado. Amém!
joaobortoloci@bol.com.br

3/08/2013

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Neste dia Internacional da mulher, faço minha as palavras do Papa João Paulo II em 1990 na abertura da Campanha da Fraternidade sobre a mulher :
“Aqui deixo pois o meu apelo para a mulher brasileira, em favor da mulher brasileira, nem escrava nem rainha, só mulher:

- mulher-criança: a ser olhada como flor rara, mas simples, que, ao desabrochar, na aurora da vida, quer receber e refletir a luz de Deus;

- mulher-moça: sol da manhã de primavera, pela limpidez do olhar a irradiar esperança, precisando de respeito, confiança e dignidade;

- mulher-adulta: sol do meio-dia, com a sua dignidade simples, sinceridade e candura, a iluminar e a dar calor, pela reflexão serena, pela retidão do espírito, e pela harmonia com que se apresenta, veste e adorna;

- mulher-anciã, sombra que desce, acolhedora, em natural afeto materno e peculiar sabedoria e prudência, vivendo em doação, no desejo de servir a felicidade de outrem, a felicidade de todos os seus semelhantes.

A todas as mulheres brasileiras, em todas as situações e em todos os ambientes, dirijo o meu apelo. Agradeçam a Deus e rezem por todas e cada uma: pelas mães, pela irmãs, pelas esposas; pelas consagradas a Deus ... E peçamos à Mulher, Maria de Nazaré, “espelho de justiça”, que abençoe e ajude a todas as mulheres a “caminharem na fé, na caridade e numa união mais perfeita com Deus”.

Parabéns prá você e muito obrigado pela sua vida.

Pe. João

12/12/2012


NOSSA SENHORA DE GUADALUPE 

MARIA, MODELO DE SERVIÇO E EVANGELIZAÇÃO                                                                        PARA O CONTINENTE LATINO-AMERICANO E CARIBENHO

  
         “Maria é a grande missionária, continuadora da missão de seu Filho e formadora de missionários. Ela, da mesma forma como deu à luz o Salvador do mundo, trouxe o evangelho à nossa América Latina. No acontecimento em Guadalupe, presidiu, junto com o humilde João Diego, o Pentecostes que nos abriu os dons do Espírito. A partir desse momento, são incontáveis as comunidades que encontraram nela a inspiração mais próxima para aprenderem como ser discípulos e missionários de Jesus (DAp 269).
        Os diversos títulos e os santuários espalhados por todo o Continente testemunham a presença próxima de Maria às pessoas, e ao mesmo tempo manifestam a fé e a confiança que os devotos sentem por ela. Ela pertence a ele e eles a sentem como mãe e irmã. (DAp 269).
         O Papa Bento disse: “Permaneçam na escola de Maria. Inspirem-se em seus ensinamentos. Procurem acolher e guardar dentro do coração as luzes que ela, por mandato divino, envia a vocês a partir do alto” (DAp 270).

          Guiados por Nossa Senhora de Guadalupe, fixemos os nossos olhos em Jesus Cristo, autor e consumador da fé, rezando:


“Fica conosco, pois cai a tarde e o dia já declina”(Lc 24,29)..... Fica em nossas famílias, ilumina-as em suas dúvidas, sustenta-as em suas dificuldades, consola-as em seus sofrimentos e no cansaço de cada dia, quando ao redor delas se acumulam sombras que ameaçam sua unidade e natureza. Tu que és a vida, fica em nossos lares, para que continuem sendo ninhos onde nasça a vida humana abundante e generosamente, onde se acolha, se ame, se respeite a vida desde a sua concepção até seu término natural.
Fica, Senhor, com aqueles que em nossa sociedade  são os mais vulneráveis; fica com os pobres e humildes, com os indígenas e afro-americanos, que nem sempre encontram espaços e apoio para expressar a riqueza de sua cultura e a sabedoria de sua identidade.
Fica, Senhor, com nossas crianças e com nossos jovens, que são a esperança e a riqueza do nosso continente, protege-os de tantas armadilhas que atentam contra a sua inocência e contra suas legítimas esperanças. Ó Bom Pastor, fica com os nossos anciãos e com nossos enfermos! Fortalece a todos em sua fé para que sejam teus discípulos missionários! DAp 554).

10/05/2012

MARIA E O MÊS MISSIONÁRIO


Louvo e agradeço a Deus pela pessoa de Maria por ela ter feito sempre a vontade de Deus e nos convidar para que fizéssemos tudo o que Ele nos disser.  No dia 15 de outubro completo 29 anos de sacerdote missionário xaveriano e a passagem do evangelho escolhida e proclamada em minha ordenação foi a de Bodas de Caná de onde tirei o meu lema sacerdotal : “Fazei tudo o que ele vos disser”. O que será que o Senhor está nos dizendo nestes dias para a gente fazer?  Gostaria de elencar alguns pontos onde sinto Maria, primeira discípula missionária de Jesus Cristo nos convidando a assumir com muito carinho.

1- Concílio Vaticano II: O Concílio Vaticano II foi aberto sob o papado de João XXIII no dia 11 de outubro de 1962 e terminado sob o papado de Paulo VI em 8 de dezembro de 1965. O Papa João XXIII falou que a Igreja precisava abrir as janelas e deixar entrar o vento do Espírito Santo. Deste concílio nasce uma igreja mais comprometida com a vida do povo, mais perto do povo até as celebrações na língua do povo, uma igreja comprometida com os sinais do tempo e com a  realidade vigente do homem moderno.  Celebrar os cinqüenta anos do Concílio Vaticano II é cantar, com Maria, o Magnificat dizendo que Deus fez por nós maravilhas e que nós precisamos conhecê-lo em profundidade e passar de geração para geração.

2- Ano da fé: O “Ano da fé” será aberto no dia 11 de outubro de 2012, na festa de Cristo Rei, e terminará no dia 24 de novembro de 2013. Ele será um momento de graça e de compromisso para uma conversão sempre mais completa a Deus, para reforçar a nossa fé e anunciá-la com alegria aos homens de nosso tempo”. O Papa Bento XVI afirma que decidiu proclamar o ano para mostrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé, mostrando que a Igreja a realiza também através do testemunho prestado pela vida dos crentes. Maria de Nazaré, aumente a nossa fé.

3- Documentos da Igreja da América Latina; Medellín, Puebla, Santos Domingos, Aparecida: Opção pelos pobres; Dar de nossa pobreza partilhando os desafios e experiências de nossa Igreja. Fazer com que a Igreja passe de “uma Igreja de batizados para uma Igreja de discípulos missionários. Foram momentos de graças para a Igreja do nosso continente e do mundo inteiro. Maria esteve sempre presente com o seu poder de Mãe da Igreja, de intercessora para que fizéssemos sempre o que o seu Filho disser sobretudo, assumindo cada vez mais a nossa responsabilidade missionária para com o mundo todo.

4- MARIA, ESCOLA DE FÉ: No congresso de Aparecida o Papa Bento XVI nos disse: Maria Santíssima, a Virgem pura e sem mancha é para nós escola de fé destinada a nos conduzir e a nos fortalecer no caminho que conduz ao encontro com o Criador do céu e da terra.  O Papa veio a Aparecida com viva alegria para nos dizer em primeiro lugar: Permaneçam na escola de Maria. Inspirem-se em seus ensinamentos. Procurem acolher e guardar dentro do coração as luzes que ela, por mandato divino, envia a vocês a partir do alto”(DA 270).

5- 3º. Congresso missionário nacional: Palmas, TO, 12 a 15 de julho de 2012. O Congresso nos convidou a refletir sobre a missão da Igreja num mundo secularizado e pluricultural, a 50 anos do Concílio Vaticano II. Voltam a ressoar em nós as palavras da Evangelii Nuntiandi: “a ruptura entre o Evangelho e a cultura é sem dúvida o drama da nossa época” (EN 20). Nestes dias morreu um grande cardeal italiano chamado Cardeal Martini e ele, antes de morrer deu uma entrevista onde falava que a nossa Igreja está bastante atrasada em relação ao avanço da ciência e da cultura. Num tempo em que o diálogo tornou-se um dos pontos vitais do nosso serviço ao Reino, o Missionário , firme na sua fé, deixa-se questionar pelas outras culturas e religiões para discernir e acolher as sementes do Verbo pronto e sempre desejoso “de dar razão da própria esperança”.

6- Objetivo da Igreja do Brasil para 2011-2015: Evangelizar a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida, rumo ao Reino definitivo. Diante deste objetivo tão lindo o meu coração volta-se para Maria, Mãe da Igreja, para que ela interceda por  todos nós a fim de que este objetivo, de fato, seja luz em nossa caminhada.

7- Nova Evangelização: Olhando o mundo de hoje do ponto    de vista da  evangelização, podemos distinguir três situações distintas:

1- Povos, grupos humanos, contextos socioculturais onde Cristo e o seu Evangelho não é ainda conhecido. Esta é propriamente a missão Ad Gentes que compreende 70% da humanidade.

2- As comunidades cristãs  já formadas: é o cuidado pastoral normal das nossas igrejas  e compreende 3% da humanidade.

3- Uma situação intermédia: grupos inteiros de batizados que perderam o sentido vivo da fé. Aqui precisa de uma Nova Evangelização. Compreende 7% da humanidade.

NÚMEROS QUE NOS ACUSAM
Em 2012 o mundo tem (+ ou - ):
  • Habitantes: 7.000.000.000
  • Cristãos: 2.100.000.000 (30%)
  • Não cristãos: 4.900.000.000 (70%)


NÚMEROS QUE NOS DESAFIAM Em 2012
  • 70% precisam de Missão Ad Gentes
  • 27% precisam de Nova Evangelização
  • 3%  precisam de Serviço Pastoral

8- Valorização dos Leigos: "Os cristãos leigos são homens e mulheres da Igreja no coração do mundo, homens e mulheres do mundo no coração da Igreja" (Puebla 786).  “Os leigos são especialmente chamados a tornarem a Igreja presente e ativa naqueles locais e circunstâncias em que só por meio deles ela pode ser o sal da terra" (LG 31). Ou seja, o lugar próprio dos leigos, o seu "ministério" primeiro, poderíamos dizer, é serem "sal da terra" e "luz do mundo", testemunhando o Evangelho no seu trabalho, na sua família, nos âmbitos sociais, políticos, econômicos e culturais em que se movem. Os cristãos leigos são fundamentais para o crescimento da dimensão missionária da Igreja, por isso devem sempre atuar com o mundo na mão.

9- As vocações:  “Caríssimos jovens: não venho pedir a oferta do seu dinheiro. Venho propor-lhes algo bem maior. Se o Senhor o quer, se vocês acham que dão conta disso, venho em nome de Deus pedir o sacrifício da sua juventude, de sua inteligência, de suas energias e dos sonhos mais legítimos e queridos. Venho pedi-lo no nome daquele que deu a si mesmo para nós: Jesus Cristo”. “Levantem seus olhos e vejam: a messe é verdadeiramente grande, mas poucos são os operários... Jovens cristãos, se Deus os faz sentir seu amoroso convite, respondam sem vacilar: „Eis-me, Senhor! Te seguirei aonde tu queiras...”. À exemplo de Maria não tenha medo de dar o seu sim a Deus.

JOVEM! se voce quiser aprofundar o chamado de Deus em sua vida
       fale comigo: Pe. João -  fone (19) 3887-1925 ou me  escreva:
       joaobortoloci@bol.com.br

12/08/2011

 Invocação à Mariama
          D. Hélder Câmara

“Mariama, Nossa Senhora, mãe de Cristo e Mãe dos homens!
Mariama, Mãe dos homens de todas as raças,
de todas as cores, de todos os cantos da Terra.
Pede ao teu filho que esta festa não termine aqui,
a marcha final vai ser linda de viver.
Mas é importante, Mariama, que a Igreja de teu Filho
não fique em palavra, não fique em aplauso.
Não basta pedir perdão pelos erros de ontem.
É preciso acertar o passo de hoje sem ligar ao que disserem.
Claro que dirão, Mariama, que é política, que é subversão.
É Evangelho de Cristo, Mariama.
Claro que seremos intolerados.
Mariama, Mãe querida, problema de negro
acaba se ligando com todos os grandes problemas humanos.
Com todos os absurdos contra a humanidade,
com todas as injustiças e opressões.
Mariama, que se acabe, mas se acabe mesmo
a maldita fabricação de armas.
O mundo precisa fabricar é Paz.
Basta de injustiça!
Basta de uns sem saber o que fazer com tanta terra
 e milhões sem um palmo de terra onde morar.             
Basta de alguns tendo que vomitar para comer mais
 e 50 milhões morrendo de fome num só ano.
Basta de uns com empresas se derramando pelo mundo todo
 e milhões sem um canto onde ganhar o pão de cada dia.
Mariama, Senhora Nossa, Mãe querida,
nem precisa ir tão longe, como no teu hino.
Nem precisa que os ricos saiam de mãos vazias
e o pobres de mãos cheias.
Nem pobre nem rico.
Nada de escravo de hoje ser senhor de escravo de amanhã.
 Basta de escravos.
Um mundo sem senhor e sem escravos.
Um mundo de irmãos.
De irmãos não só de nome e de mentira.
De irmãos de verdade, Mariama”.

FESTA DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA

      Segundo o nosso Fundador São Guido Maria Conforti “com o culto que prestamos a Maria, a mais eleita das criaturas, não ofendemos a Deus; pelo  contrário, estamos realizando um ato de honra ao Altíssimo, venerando a maravilha das maravilhas, obra de seu braço todo poderoso. Nosso culto a ela tampouco vem diminuir aquele que prestamos a Cristo, pois sua luz divina reflete-se, com filial afeto, sobre sua Mãe Santíssima, tornando-a, deste modo, objeto de nossa veneração”. Más quem é esta mulher a quem uma multidão de cristãos veneram?

  1. MARIA A NOVA EVA: Se por meio de uma mulher, Eva, veio o pecado no mundo, por meio de outra mulher, Maria, veio a salvação. Maria aparece na história da Salvação como aquela que resgata a imagem da humanidade infiel e colabora para que Deus realize, por meio de Jesus, a redenção universal. Se Eva disse não ao plano de Deus, Maria diz sim e se realiza a aliança de Deus com a humanidade. Como é importante o nosso sim a Deus.

  1. MARIA CHEIA DE GRAÇA: Maria é saudada pelo anjo como cheia de graça pois o Senhor está contigo. Pelos méritos de Jesus Cristo, Maria foi preservada tanto do pecado original quanto de outra culpa para tornar-se digna de ser a mãe do redentor. Porém não foi forçada a esta missão. Deus tinha um projeto para com Maria como tem para com cada um de nós. Adão também não tinha o pecado original, no entanto não foi fiel ao plano de Deus. Maria foi fiel assumindo de verdade aquilo que Deus predestinou para ela realizar. Louvemos a Maria por ela acolher a graça de Deus.

  1. MARIA CASA DE DEUS: Olhando bem, Maria é a verdadeira casa de Deus. Foi preparada desde o Antigo Testamento tornando-se a casa do acolhimento. Em toda a cena da anunciação, Maria é a Virgem do acolhimento. Ela acolhe a voz do anjo, acolhe a semente da Palavra, acolhe-se à sombra do Espírito, acolhe o Filho de Deus, no seu seio. Graças a esse acolhimento, Maria abre espaço para o outro, esvazia-se de si, para Deus.

  1. MARIA GLORIFICAÇÃO DA TRINDADE: Embora, se refira a Maria, este é um acontecimento que continua a glorificar a Santíssima Trindade:
Ø      É Deus Pai que é glorificado na Imaculada, pois, ao ser preservada, desde a sua concepção, de toda a mácula do pecado original, significa que Maria foi cumulada inteira e plenamente da graça de Deus, desse Deus Pai, que olhou para a sua Filha predilecta e primeiro a amou, a escolheu e consagrou para ser a Mãe de seu Filho;
Ø      É Jesus Cristo, o Filho Unigénito de Deus, que é glorificado na Imaculada Conceição, pois Maria é preservada do pecado, tendo em vista preparar e encontrar para seu Filho uma digna morada.
Ø      É o Espírito Santo que é glorificado na Imaculada Conceição, pois essa graça é o ponto de partida de uma vida totalmente disponível à acção do Espírito Santo.
    
  1. MARIA, ESCOLA DE FÉ: No congresso de Aparecida o Papa Bento XVI nos disse: Maria Santíssima, a Virgem pura e sem mancha é para nós escola de fé destinada a nos conduzir e a nos fortalecer no caminho que conduz ao encontro com o Criador do céu e da terra.  O Papa veio a Aparecida com viva alegria para nos dizer em primeiro lugar: Permaneçam na escola de Maria. Inspirem-se em seus ensinamentos. Procurem acolher e guardar dentro do coração as luzes que ela, por mandato divino, envia a vocês a partir do alto”(DA 270). Acolhamos as luzes vindo do alto.

  1. MARIA: PRIMEIRA DISCÍPULA MISSIONÁRIA DE JESUS CRISTO: Ela nos exorta a fazer o que Jesus nos diz (cf. Jo 2,5) para que Ele possa derramar sua vida na América Latina e no Caribe e do mundo inteiro. Junto com ela queremos estar atentos uma vez mais à escuta do Mestre, e ao redor dela, voltarmos a receber com muita força ao mandato missionário de seu Filho: “Vão e façam, discípulos de todos os povos” (Mt 28,19). Escutamos Jesus como comunidade de discípulos missionários que experimentaram o encontro vivo com Ele e queremos compartilhar com os demais essa alegria incomparável todos os dias. (DA 364)           

  1. MARIA, MÃE DA IGREJA: Perseverando junto aos apóstolos à espera do Espírito (cf. At 1,13-14), ela cooperou com o nascimento da Igreja missionária, imprimindo-lhe um selo mariano que a identifica profundamente. Como mãe de tantos, fortalece os vínculos fraternos entre todos, estimula a reconciliação e o perdão e ajuda os discípulos de Jesus Cristo a experimentarem como uma família, a família de Deus. Em Maria, encontramo-nos com Cristo, com o Pai e com o Espírito Santo, assim como com os irmãos.(DA 267).
Como Maria, somos chamados a deixar o Espírito de Deus nos conduzir para que possamos crescer na graça divina, na capacidade de amar, na coragem de dar o nosso sim todos os dias de nossa vida dizendo como Ela: “Eis aqui a serva(o) do Senhor, faça se em mim segundo a vossa vontade”. 

9/29/2011

SANTA MARIA

SANTA MARIA, COMPANHEIRA DE VIAGEM


SANTA MARIA, Mãe terna e forte, nossa companheira de viagem na estrada da vida, todas as vezes que contemplamos as coisas grandes feitas em ti pelo onipotente experimentamos uma viva melancolia por nossa lentidão.
Tanto que sentimos a necessidade de alongar o passo para caminhar próximos de ti.
Ajuda-nos, portanto, neste nosso desejo de prender-te pela mão, e acelera a cadência de caminhantes um pouco atrasados.

Faze-nos, também, peregrinos da fé, e não somente cercaremos a Senhora, mas, contemplando-te, qual ícone na solicitude humana para aqueles que se encontram na necessidade, atingiremos a “cidade”, levando-lhes os mesmos frutos da alegria que tu trouxeste, um dia, a Isabel.

SANTA MARIA, VIRGEM DA MANHÃ,
dá-nos a alegria de intuir, pelas frestas da aurora, a esperança de um novo dia. Inspira-nos palavras de coragem. Não nos deixes tremer a voz
diante de tanto mal e pecado presentes no mundo, ousamos anunciar que veremos tempos melhores.

Não permitas em nossos lábios que o lamento  prevaleça sobre o encantamento,
que o conforto supere a operosidade, que o ceticismo vença o entusiasmo,
e que o peso do passado nos impeça de crer no futuro.

Ajuda-nos a acompanhar, com mais audácia, seus jovens
e preservá-los da tentação de enfraquecê-los com a manhã de palavras estéreis.
Convence-os que somente na  conduta de autenticidade e de coerência
estarão dispostos  a abandonar a sedução.

Multiplica nossa energia para que saibamos investi-la na prevenção das novas gerações. Dá a nossa voz a cadência do aleluia pascal. Introduz os sonhos na sabedoria de nosso realismo. Faze-nos cultuar o ardor das utopias de cujo sangue jorra a esperança do mundo.

Ajuda-nos a compreender que mostrar os brotos despontando em seus ramos
vale mais do que chorar sobre a folha caída. E infunde-nos a segurança de quem já vê o oriente incendiar-se aos primeiros raios do sol.


SANTA MARIA, VIRGEM DO MEIO-DIA, dá-nos a embriaguez da luz.
Estamos experimentando bastante o apagar de nossa lanterna e o declinar da ideologia do vigor.
Arranca-nos desta desolação da separação e inspira-nos a humildade da busca.

Esteja o nosso ardor da graça na palma da tua mão.
Traze-nos de volta a fé, que uma outra mãe, pobre e boa como tu, nos transmitiu,  quando éramos crianças, e que, talvez um dia, tenhamos em parte desviado por uma miserável porção de lentilhas.

Tu, mendicante do Espírito, enche o nosso vaso de óleo destinado a queimar diante de Deus! Faze-nos capazes de entregarmo-nos a Ele e modera nossa carne soberba. Faze com que a luz da fé, ainda quando assuma o acento da denúncia profética, não se renda à arrogância ou presunção, mas que dê alegria da tolerância e da compreensão.

Sobretudo, liberta-nos da tragédia de que nossa crença em Deus
possa tornar estranha a escolha concreta de todo momento,
e corra o risco de não  seguir mais o seu Filho, Jesus Cristo.


SANTA MARIA, VIRGEM DA TARDE, Mãe da hora em que se volta ao lar, e se saboreia a alegria de sentir-se acolhido por alguém.
E se vive a alegria indizível, de sentar-se à ceia com todos os outros, regalando-se com a comunhão.

Te pedimos pela nossa Igreja, que nenhuma sombra estranha a leve à fragmentação, dispersão
 e no trancamento dentro dos perímetros assinalados pelos fantasmas das quatro paredes.
Te suplicamos pela nossa cidade que, com freqüência, se torna terra de ninguém.

Te pedimos pela nossa família para que o diálogo, o amor crucificado, e o gozo  dos afetos domésticos se tornem, logo, privilégio do crescimento cristão e civil.

Te suplicamos por todos nós, para que , longe de espalharmos o egoísmo e o isolamento, possamos estar sempre como parte da vida, lá, onde ela nasce, cresce e morre. 
Te pedimos pelo mundo inteiro, pela solidariedade entre os povos que não seja vista mais como um dos tantos empenhos morais, mas seja descoberta como único imperativo ético sobre o qual se pode fundamentar a convivência humana.
Te pedimos para que  os pobres possam tomar assento, com igual dignidade à mesa de todos.

SANTA MARIA, VIRGEM DA NOITE, nós te imploramos para que estejas próxima, quando vem a dor e irrompe a provação, e zumbi o vento do desespero sobre nossa existência. 

Liberta-nos dos arrepios de temor na hora do nosso Calvário, Tu que experimentaste o eclipse do sol.
Estende teu manto sobre nós, de modo que a  tua respiração nos torne mais suportável a longa espera da liberdade.

Alegra, com carinho de mãe, o sofrimento dos doentes.
Seja presença amiga e discreta no tempo amargo em que se está só,
preserva de todo mal as nossas cargas que carregamos no dia a dia.

Repete, ainda hoje, a canção do Magnificat, e anuncia o transbordar da justiça a todos os oprimidos da terra. Não nos deixes só, na noite, a tremer em nosso medo: antes, nestes momentos de obscuridade, fica próxima de nós e nos sussurra que também tu, Virgem do Advento, estás esperando a luz, onde o  surgimento do  pranto desaparecerá à nossa volta e veremos, juntos, a aurora.
Assim seja!
                                                (Baseada na oração de D. Antonino Bello)

MARIA: OLHAR QUE LIBERTA

1-      Maria tem um olhar que liberta porque colocou Jesus no centro da sua vida e nos ensinou a fazer o mesmo.  Sempre fui devoto de N.S. Aparecida. Escolhi como lema de minha ordenação sacerdotal o grande pedido que MARIA fez aos serventes nas Bodas de Cana: “Fazei tudo o que Jesus vos disser. Ide pelo mundo inteiro e fazei com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os  em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

2-      Maria tem um olhar que liberta porque  se deixou conduzir pelo Espírito de Deus como Jesus: O Espírito do senhor está sobre mim e ele me ungiu para a anunciar a Boa Notícia aos pobres... Maria também: O espírito Santo está sobre ti... e ela concebeu pelo poder do Espírito Santo. O programa de Jesus é também o de Maria.

3-      Maria tem um olhar que liberta porque ofereceu ao mundo a Boa Notícia da Salvação. Pelo sim de Maria, Jesus, o nosso salvador e libertador nos trouxe a salvação.
4-      Maria tem um olhar que liberta porque sabe ler os sinais dos tempos e tem a coragem de ser profeta. O Canto de Maria, o magnificat é um canto profético onde Maria proclama que Deus vai derrubar do trono os poderosos e vai elevar os humildes; que ele vai saciar os famintos e vai mandar embora os ricos de mãos vazias.
            
5-      Maria tem um olhar que liberta porque não teve medo da cruz: caminhou com Jesus até ao calvário, participou da crucificação de Jesus. Ela nos ensina a perseverança no projeto de Jesus.

6-      Maria tem um olhar que liberta porque foi discípula missionária de Jesus Cristo. Junto com ela queremos estar atentos uma vez mais à escuta do Mestre, e ao redor dela, voltarmos a receber com muita força ao mandato missionário de seu Filho: “Vão e façam, discípulos de todos os povos” (Mt 28,19). Escutamos Jesus como comunidade de discípulos missionários que experimentaram o encontro vivo com Ele e queremos compartilhar com os demais essa alegria incomparável todos os dias. (DAp 364)
          
7-      Maria tem um olhar que liberta porque em Aparecida assumiu a cor negra e foi encontrada quebrada para mostrar que havia um povo quebrado pelo racismo, preconceitos, desigualdades sociais e que uma mãe quer ver todos os seus filhos com os mesmos direitos, vivendo na igualdade.

8-      Maria tem um olhar que liberta porque se tornou uma Escola de Fé. No congresso de Aparecida o Papa Bento XVI nos disse: Permaneçam na escola de Maria. Inspirem-se em seus ensinamentos. Procurem acolher e guardar dentro do coração as luzes que ela, por mandato divino, envia a vocês a partir do alto”(DAp 270). Acolhamos as luzes vindo do alto.

9-      Maria tem um olhar que liberta porque me enviou para anunciar o Evangelho na África para retribuir um pouco de tudo aquilo que os negros fizeram por nós e, sobretudo para dar-lhes o maior presente que se pode imaginar: Jesus Cristo e sua palavra libertadora, testemunhando que Deus é um Pai que nos ama.

10-  Maria tem um olhar que liberta porque reavivou o meu sacerdócio e o meu espírito missionários nos dez anos que vivi na missão de Dondo em Moçambique. Fez-me crescer na Paixão por Jesus Cristo, na Paixão pela humanidade; na Paixão pela missão, pelo Reino de Deus, pela vida. Por isso eu rezo e canto com este refrão desta música de Roberto Carlos: Nossa Senhora, me dê a mão/ cuida do meu coração/ da minha vida/ do meu destino/ Nossa Senhora/ me dê a mão/ cuida do meu coração/ da minha vida/ do meu destino/ do meu caminho/ cuida de mim.