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1/20/2017

COLABORADORES NA MISSÃO

 “Convertam-se, 
porque o Reino do Céu está próximo” Mt 4, 12-23

Nesta passagem do Evangelho inaugura solenemente a missão de Jesus, a de anunciar a presença do Reino de Deus entre nós. Esta é a mensagem central de Jesus, e junto com a Ressurreição, formava a base e o objetivo da esperança cristã.

O primeiro passo de Jesus é chamar um grupo de discípulos, começando com os pescadores do Lago de Genesaré. Jesus rompe com o costume rabínico, pois ele mesmo chama os seus discípulos. Em Mateus, Jesus muda a prática rabínica também em outros pontos - os discípulos não serão meros ouvintes do ensinamento do Mestre, mas colaboradores na sua missão; as multidões também seguirão Jesus, buscando n’Ele algo que não encontravam nos mestres oficiais das sinagogas (Mt 4, 25; 8, 1; 12, 15; 14, 13 etc); em um segundo momento, Jesus vai fazer uma crítica a este seguimento, mostrando que segui-Lo vai muito além do que os discípulos e as multidões tinham imaginado - será tomar sobre si a sua cruz (16, 24).

É interessante observar os detalhes do chamamento dos primeiros discípulos
para serem “pescadores de homens”, (“pescador” é uma das duas principais imagens para o ministério no Novo Testamento. A outra, a de pastor tem menor conotação missionária) - dois estavam lançando as redes e dois estavam consertando-as. Assim o evangelho mostra a dinâmica da vida cristã - tem hora para lançar redes (a ação missionária) e hora para consertá-las (cuidar mais da vida interna das pessoas e da comunidade). A rede pode significar a comunidade dos discípulos. Com o tempo, as redes dos pescadores se rompiam, por causa dos detritos apanhados, e precisavam ser consertadas, pois rede rompida não pega peixe. O mesmo acontece com a vida cristã, tanto no nível individual como comunitário - com o tempo podemos romper as redes,
enfraquecendo a nossa missão. Consertar as redes simboliza o refazer dos elos de união entre nós e Deus, e entre os próprios irmãos e irmãs. Mas, como rede consertada também não apanha peixe se não for lançada, assim a comunidade cristã não pode ficar voltada sobre si mesmo, em uma vida somente interna; mas, esta vida forte de união interna deve levar de volta à missão.

As imagens do chamamento nos advertem contra dois extremos que distorcem o seguimento de Jesus - um ativismo desenfreado, só voltado para fora, e que descuida da vida interior das pessoas e das comunidades, de um lado, e uma vida só voltada para dentro, do outro, fazendo da experiência espiritual algo intimista e individual, que não leva à missão. Para o cristão, a missão brota da
intimidade com Jesus e leva a aprofundar esta intimidade. A intimidade com Jesus leva de volta à missão e é alimentada pela experiência da missão. Todos os cristãos e cristãs são chamados a serem “pescadores de homens”, colaboradores na construção do Reino de Deus, que já está no meio de nós.

joaobortoloci@bol.com.br

4/23/2016

MISSIONÁRIOS XAVERIANOS

ESTÁGIO VOCACIONAL

“PARA JOVENS CAPAZES DE AMAR COMO JESUS AMOU”


Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. (João 13,34-35)


QUANDO? Nos dias 13 a 15 de maio de 2016.
ONDE? Em nossa comunidade de filosofia em Curitiba – PR

Fale comigo!

joaobortoloci@bol.com.br

2/04/2016

DEIXARAM TUDO E SEGUIRAM A JESUS

O chamado dos primeiros discípulos (Lc 5,1-11)



Neste texto, Lucas conta como Pedro foi chamado por Jesus e como ele entrou na caminhada. Primeiro, escutou as palavras de Jesus ao povo. Em seguida, presenciou a pesca milagrosa. Foi só depois desta dupla experiência surpreendente que veio o chamado de Jesus. Pedro atendeu, largou tudo e se tornou "pescador de gente". 
1. Lucas 5,1-3: Jesus ensina a partir da barca
O povo busca Jesus para ouvir a Palavra de Deus. É tanta gente que se junta ao redor, que ele fica comprimido. Jesus busca ajuda com Simão Pedro e mais alguns companheiros que acabavam de voltar de uma pescaria. Ele entra no barco deles e, de lá, responde à expectativa do povo, comunicando-lhe a Palavra de Deus. Sentado, Jesus tem a postura e a autoridade de um mestre, mas ele fala a partir da barca de um pescador. A novidade consiste no fato de ele ensinar não só na sinagoga para um público selecionado, mas em qualquer lugar onde tenha gente que queria escutá-lo, até mesmo na praia.
2. Lucas 5,4-5: Pela tua palavra lançarei as redes!


Termina a instrução ao povo, Jesus se dirige a Simão e o anima a pescar de novo. Na resposta de Simão transparecem frustração, cansaço e desânimo: "Mestre, pelejamos a noite toda e não pescamos nada!" Mas, confiantes na palavra de Jesus, eles voltam a pescar e continuam a peleja. A palavra de Jesus teve mais força do que a experiência frustrante da noite! É o que estava acontecendo nas comunidades do tempo de Lucas, e acontece conosco, até hoje.
3. Lucas 5, 6-7: O resultado é surpreendente

A pesca é tão abundante que as redes quase se rompem e as barcas ameaçam afundar. Simão precisa da ajuda de João e Tiago, que estão na outra barca. Ninguém consegue ser completo sozinho. Uma comunidade deve ajudar a outra. O conflito entre as comunidades, tanto no tempo de Lucas como hoje, deve ser superado em vista do objetivo comum, que é a missão. A experiência da força transformadora da Palavra de Jesus é o eixo em torno do qual as diferenças se abraçam e se superam.
4. Lucas 5, 8-11: Sejam pescadores de gente!
A experiência da proximidade de Deus em Jesus faz Simão perceber que ele é: Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um pecador! Diante de Deus somos todos pecadores! Pedro e os companheiros sentem medo e, ao mesmo tempo, se
sentem atraídos. Deus é um mistério fascinante: mete medo e atrai, ao mesmo tempo. Jesus afasta o medo: "Não tenham medo!" e os chama; "Venham!" Ele os compromete na missão e manda que sejam pescadores de gente. Eles experimentam, bem concretamente, que a Palavra de Jesus é como a Palavra de Deus. Ele é capaz de fazer acontecer o que diz. Em Jesus aqueles rudes trabalhadores fizeram uma experiência de poder, de coragem e de confiança. Então, " deixaram tudo e seguiram a Jesus!".

Carlos Mesters e Mercedes Lopes

7/22/2015

UM MENINO COM CINCO PÃES E DOIS PEIXINHOS

O MILAGRE DA PARTILHA

O pouco com Deus é muito e o muito sem Deus é nada. Com a oferta dos cincos pães e dois peixinhos de um menino, colocados nas mãos de Jesus, acontece o grande milagre da partilha onde um multidão é saciada da fome e ainda sobra doze cestos.
A grande vocação do ser humano é ser solidário e fraterno. A partilha é a vocação suprema da Igreja. Como Jesus, aquele que se faz discípulo dele como leigo(a), sacerdote, religioso(a), vive a missão de servir. Evangelizar é multiplicar os pães. O pão que não se reparte, não mata a fome, deixa de ser pão. Evangelizar é fazer discípulos, multiplicar estes discípulos. É este o querer de Deus.
Agora temos doze cestos de pães em nossas mãos. O que vamos fazer?

Primeiro cesto de pão: a nova compreensão da missão
         A missão não é mais questão de distância geográfica, e sim de distância religiosa. Agora Jesus é missão, a Igreja é missão, o amor é missão, a vida é missão… a percentagem de católicos diminui a
cada ano e aumenta o de outras igrejas, como também dos afastados, dos sem religião ou simplesmente dos ateus. Sem que se perceba, Deus está sendo expulso da vida e da convivência das pessoas. Nesta nova compreensão de missão, as pessoas passam de receptoras, a sujeitos e destinatários  da missão.


Segundo cesto de pão: identificação dos novos territórios missionários
         Por vivermos em uma terra de missão, faz-se necessário identificar os novos territórios e as novas periferias missionários. Em cada paróquia existem territórios que precisam ser missionados: condomínios, favelas, nossos quarteirões ou quadras, escolas, lugares públicos (praças, estádios, hospitais etc), o mundo da comnicação, da informática e das redes sociais. Estes territórios devem ser priorizados, devemos começar a missão por eles.

Terceiro cesto de pão: investir mais em novos missionários/as
         Chegamos ao ponto focal e de partida do discipulado missionário. Há muitas pessoas ou muitos grupos que ainda não foram atingidos por nossa ação evangelizadora: as gestantes, os namorados, os noivos, os padrinhos de batismo e de crisma, os pais das crianças da catequese, as testemunhas de casamento, os empresários, os
doentes, as crianças, os adolescentes e os jovens, os casais de segunda união, etc... É preciso fazê-los discípulos para torná-los novos missionários.


Quarto cesto de pão: criar a cultura e a identidade missionária
         Todo o povo de Deus é um povo missionário. Uma vez batizado, sempre discípulo; uma vez discípulo, sempre missionário. Uma das primeiras tarefas nossa é criar, formar e cultivar a identidade missionária do povo de Deus, ou seja, fazer com que ele descubra e assuma esta nova identificação, esta nova figura de cristão: sou missionário/a! o Documento de Aparecida nos números (144, 214, 251, 291, 373) chama os presbiteros, os religiosos e os leigos de discípulos missionários.

Quinto cesto de pão: investir na setorização missionária
         É preciso setorizar o território da paróquia, transformá-lo em setores missionários numa grande rede de pequenas comunidades ou grupos bíblicos missionários. É muito importante a formação
permanente, sobretudo das lideranças. Vale a pena ressaltar que esta missionariedade não é iniciativa ou invenção nossa, é consequência do mandato de Jesus ressuscitado: “Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15).


Sexto cesto de pão: tornar missionária as estruturas paroquiais
         A Paróquia, pequeno pedaço da terra de missão, se torna missionária quando se converte em comunidade de comunidades. Antes de ser paróquia, ela é mãe, filha e irmã de outras comunidades. Nesta compreensão, na paróquia tudo deve ser visto na ótica missionária: os cursos para pais e padrinhos, os encontros de noivos, as pastorais e movimentos eclesiais e familiares, os ministérios, os conselhos comunitários, os boletins informativos, os murais, os programas de rádio e os outros meios de comunicação.

Sétimo cesto de pão: desancorar os barcos da missão
         Às vezes, infelizmente, os barcos da nossa missão estão muito bem ancorados. É urgente desinstalá-los. E só serão desinstalados mediante a mística e a espiritualidade missionárias. Cai bem aqui a insistência do papa Francisco por uma Igreja em saída. O Documento de Aparecida pede que conservemos a doce e confortadora alegria de evangelizar, mesmo quando temos que semear entre lágrimas (Dap 552). Levemos então estes nossos bracos, mar a dentro, com
o poderoso sopro do Espírito Sato, seguros que a Providência Divina nos reservará grandes surpresas (Dap 551).


Oitavo cesto de pão: comer e beber na fonte da espiritualidade missionária
         A experiência tem mostrado que ninguém pode ser missionário sem uma forte energia interior; sem uma adesão profunda e apaixonada a Jesus Cristo. Não é possível ser discípulo missionário de Jesus sem uma profunda espiritualidade. Sem uma mística missionária, pouco ou quase nada podemos fazer em matéria de missão. Missão se faz com os joelhos dobrados. O encontro pessoal com Jesus Cristo, através da Palavra e da Eucaristia, está na base desta espiritualidade descobrir o Evangelho na vida cotidiana, através da Leitura Orante, é como descobrir o tesouro precioso da graça e da benção, que dá sentido à vida cristã, até o transbordar de alegria.

Nono cesto de pão: a missão é que dá sentido à vida
         Precisamos urgentemente recuperar o verdadeiro sentido da vida, em todos os seus aspectos, desde o seu nascedouro até sua morte natural. A vida está em perigo. A vida é dom de Deus. A dor não mata o amor e nem o sentido da vida. O mundo perdeu o sentido da vida. A busca pela recuperação do sentido da vida é missão.
Ninguém vive sem sentido. Ninguém vive sem missão

Décimo cesto de pão: como Jesus, não nos contentemos com os feitos do passado e os resultados obtidos
         Precisamos ir a outras cidades, outras aldeias (Mc 1,38-39), pois, também é para isto que somos chamados a sermos uma Igreja que ama, acolhe, serve e envia em missão. O melhor da missão está ainda por vir e por se realizar.

Décimo primeiro cesto de pão: missão só termina no céu
         A missão começa no céu, se encarna na terra e termina novamente no céu. E se lá não chegar, a culpa é nossa. Por causa disso a missão é perene, essencial e cotidiana. Termina aqui, começa ali. Ninguém nasce cristão, católico, presbítero e missionário, mas forma-se cristão, missionário, presbítero.

Décimo segundo cesto de pão: viver um novo Pentecostes
         No Documento de Aparecida, missão é um novo Pentecostes (Dap 548). E é ele que nos livrará do cansaço, da desilusão e da acomodação. Para quebrar esta moleza, o Documento de  Aparecida fala ainda de três tipos de audácia: a audácia apostólica, a audácia
evangelizadora e a audácia missionária. Só podemos nos desinstalar do comodismo, do estancamento e da tibieza por meio destas audácias.


Um pedido a Jesus
         Jesus, este é o nosso pedido final: fica conosco! Que o Senhor se aproxime de nós como se aproximou da multidão faminta, no deserto, e diga, também para nós, estas palavras consoladoras: “coragem, eu venci o mundo”. Que o Bom Pastor nos dê a sede do seu amor, da sua ternura e da sua misericórdia.


9/06/2013

ESTÁGIO VOCACIONAL

DEUS NOS CHAMA PARA ESCOLHAS DEFINITIVAS

“Queridos jovens, o Senhor precisa de vocês! Ele também hoje chama a cada um de vocês para segui-lo na sua Igreja e ser missionário. Hoje, queridos jovens, o Senhor lhes chama para escolhas definitivas. Ele tem um projeto para cada um: descobri-lo, responder à própria vocação é caminhar para a realização feliz de si mesmo.

IDE: Mas, atenção! Jesus não disse: se vocês quiserem, se tiverem tempo, mas: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Paulo exclama: «Ai de mim se eu não pregar o Evangelho!» (1Cor 9,16)

SEM MEDO: Deus responde a vocês com as mesmas palavras dirigidas ao profeta Jeremias: «Não tenhas medo... pois estou contigo para defender-te» (Jr 1,8). Deus está conosco!

PARA SERVIR: Não são palavras, nem uma melodia, mas é o canto da nossa vida, é deixar que a nossa vida se identifique com a vida de Jesus, é ter os seus sentimentos, os seus pensamentos, as suas ações. E a vida de Jesus é uma vida para os demais. É uma vida de serviço.

Cristo “bota fé” nos jovens e confia-lhes o futuro de sua própria causa: “Ide, fazei discípulos”. Ide para além das fronteiras do que é humanamente possível e criem um mundo de irmãos. Também os jovens “botam fé” em Cristo. Eles não têm medo de arriscar a única vida que possuem porque sabem que não serão desiludidos.” 

«Bote fé», «bote esperança», «bote amor»!”

E VENHA PARTICIPAR DO NOSSO ESTÁGIO VOCACIONAL
DOS MISSIONÁRIOS XAVERIANOS

QUANDO: de 1 à 3 de novembro de 2013

ONDE: Nosso Seminário dos missionários Xaverianos em Curitiba
              Rua Victorio viezzer, 767
               Bairro: Vista Alegre das Mercês

HORÁRIO: Início com o almoço da sexta feira dia 1 de Novembro
                      Encerramento com o almoço do domingo dia 3 de novembro

ESCREVA PARA MIM:       joaobortoloci@bol.com.br


OU TELEFONE PARA A NOSSA CASA: (41) 3335-5545

Não tenha medo de 
 “AVANÇAR PARA AS ÁGUAS MAIS PROFUNDAS" (Lc 5,4)

6/28/2013

CONSAGRAÇÃO DO JOVEM MATIAS


PRECISA-SE DE CONSAGRADOS MISSIONÁRIOS



Em tempos pós-modernos a Igreja e a sociedade do III Milênio precisam de consagrados que sejam:

v     Homens do seu tempo, plenamente humanos que se sentem filhos amados por Deus, chamados, enviados a ser manifestação do amor de Deus para a humanidade.
v     Homens apaixonados por Jesus Cristo e por sua proposta de vida, capazes de entregarem suas vidas de forma generosa e gratuita em prol da concretização do Reino.
v     Homens que testemunham pela sua própria vida que é possível amar plenamente as pessoas e viver de forma livre frente aos bens e à própria vida.
v     Homens que buscam, acima de tudo, viver uma espiritualidade profunda e integrada sendo sensíveis aos apelos de Deus presente nos sinais dos tempos e no cotidiano da vida.
v     Homens criativos, corajosos, capazes de ultrapassar fronteiras culturais, étnicas e geográficas para anunciar o Evangelho da vida e da esperança.
v     Homens do povo capazes de em tudo amar e servir, comprometidos com a construção de uma sociedade fundada em novas relações de gênero e com o cosmo, em novas relações políticas, econômicas e sociais.
v     Homens que se sentem desafiados a serem presença profética-solidária, revelando o rosto de um Deus que continua vendo e ouvindo os gritos de tantos excluídos pelo sistema neo-liberal, de um Deus que continua descendo para libertar, resgatar e promover a vida de seu povo através da missão de cada consagrado.
v     Homens que ao encontrarem-se com o Ressuscitado nos “Caminhos de
Emaús” deixam-se abrasar pelo seu amor e ousam voltar para as tantas “Jerusalém” dos nossos dias e ali anunciam com entusiasmo que vale a pena viver segundo o Projeto da Vida  anunciado e vivido pelo Mestre.
v     Homens desafiados a deixarem constantemente a beira da praia, as seguranças e as estruturas que não correspondem com o testemunho fiel do Evangelho, para avançar em águas mais profundas na vivência de uma vida religiosa-missionária refundada, criativa, solidária, profética e sinal da presença do Reino de Deus no meio do povo, no atual momento da história.
 

Parabéns MATIAS pela sua coragem e ousadia de sonhar e buscar viver com autenticidade esta proposta de Vida Consagrada Missionária.
PARABÉNS por ser LUZ e presença amorosa, terna e misericordiosa de Deus no meio do povo.

Muito obrigado por ter escolhido a Congregação dos Missionários xaverianos para colocar a sua vida a serviço da Evangelização.

            joaobortoloci@bol.com.br

                                                                (Baseado num texto de Ir. Neiva Furlin)

A Celebracão da PRIMEIRA PROFISSÃO RELIGIOSA DO JOVEM MATIAS será dia 30 de junho de 2013 na Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Jardim Rosolém - Hortolândia - S. Paulo

5/24/2013

POSTULANTADO



GARIMPEIROS VOCACIONADOS


Somos chamados a garimpar dentro de nós mesmos e descobrir a pedra preciosa que é o chamado de Deus em nossas vidas. Neste dia 18 de maio, véspera do dia de Pentecostes, quatro jovens: Marcelo, Júlio Cesar, Carlos Eduardo e Jesus iniciaram a etapa formativa do Postulantado em nossa comunidade xaveriana de Curitiba.
“Impelidos pelo amor de Cristo” (2 Cor. 5,14) estes jovens foram desafiados pelo  Espírito Santo a “não terem medo e avançar para as águas mais profundas” (Lc 5,4) rumo à Consagração em vista da Missão.  O Postulantado é uma etapa formativa em preparação ao Noviciado onde o jovem é fortemente interpelado pelo Espírito santo a continuar escrevendo a sua história nos passos e compassos de Jesus, da igreja, do povo, construindo o Reino.


Diante deste presente de Deus, assim diz nossas constituições dos Missionários Xaverianos: “O Senhor dá continuidade à nossa família doando-nos novos irmãos. Nós os recebemos com alegria e gratidão e nos comprometemos a comunicar-lhes, com o testemunho e a palavra a experiência do Espírito por nós herdada do nosso fundador São Guido Maria Conforti”(Ct 52).


A vida religiosa possui suas exigências e desafios que apontam para uma vida plenamente assumida desdobrando-se em um compromisso maduro, sério e verdadeiro. A entrada na etapa do Postulantado, entendida como uma preparação para o Noviciado bem como para a missão Ad Gentes, deve ser um tempo oportuno onde temos a possibilidade de conhecer, se encantar e assumir plenamente em nossa caminhada o projeto audacioso dos Missionários Xaverianos: “fazer do mundo uma só família”.                            Marcelo Ávila



No dia 18/05/2013, celebrou-se a missa de abertura do postulantado, fase a qual marca uma nova etapa em minha vida. Essa etapa ressoa como caminho de preparação para o noviciado. Trata-se de uma fase de decisão, com maior comprometimento de minha vida, quer no âmbito vocacional, espiritual, intelectual, comunitário com a Congregação dos missionários xaverianos em vista da missão além fronteiras. 
Júlio César Machado


Sou Carlos Eduardo, de Teresina- PI. Depois de quatro anos de caminhada na comunidade de Filosofia em Curitiba- PR, pude perceber o quanto é gratificante  saber que a dimensão missionária nos propõe uma abertura ao novo.  Por isso estou muito feliz por iniciar mais uma etapa formativa, o Postulantado, na Congregação dos Missionários Xaverianos. Agradeço a Deus em primeiro lugar e a toda família xaveriana. Carlos Eduardo Amorim


Começamos uma nova etapa em nossa caminhada vocacional: a etapa do Postulantado. Demos este passo importante com a liturgia da vigília de pentecostes. Ele fomenta em nós o desejo de sermos igreja missionária de Cristo, com o rosto de nosso pai fundador São Guido Maria Conforti. Foi um momento extremamente animado, onde me senti abraçado e acolhido por toda a congregação. 

Jesus Pereira Resende


E daí Jovem! Venha garimpar conosco para descobrir a pérola do chamado de Deus em sua vida. Temos um 
ESTÁGIO VOCACIONAL nos dias 30 de maio a 2 de junho em Curitiba. Entre em contato conosco pelo telefone (41) 3335-5545 ou pelo email: joaobortoloci@bol.com.br

1/14/2013

SER BATIZADO


BATISMO DE JESUS E A NOSSA MISSÃO

            Quem sabe o dia em que nasceu? E o dia em que foi batizado?
            A festa do batismo de Jesus recorda o dia em que Jesus foi batizado e a missão que o Pai lhe confiou. Esta festa nos convida a renovarmos o nosso batismo e nos propormos a um maior engajamento em nossa missão de batizados, que segundo o Documento de Aparecida é de sermos Discípulos Missionários de Jesus Cristo.
            Será que Jesus precisava ser batizado? Ele era o Filho de Deus; não tinha pecado. É bom sabermos que o batismo que  João  realizava  não é o batismo que nós recebemos e que nos torna filhos de Deus. Era um batismo de conversão dos pecados e de preparação para acolher Jesus Cristo. O nosso batismo vem a partir de Jesus Cristo, por meio de sua Igreja.
            Más se Cristo não precisava de conversão por que quis ser batizado por João Batista? Quis ser batizado para assumir a humanidade pecadora e caminhar com ela rumo à libertação e salvação.
           
O batismo de Jesus foi acompanhado de 3 fatos um pouco estranho:
1)      Os céus se abriram
2)      O Espírito desceu sobre forma de pomba
3)      Ouviu-se uma voz do céu

O QUE SIGNIFICA ESTES ACONTECIMENTOS?

a)      Os céus se abriram: refere-se a uma profecia de Isaías onde ele pede a Deus para abrir os céus e estabelecer novas relações de amizade com os homens. Em Jesus se realiza esta profecia.
b)      O Espírito desce sob a forma de pomba: a imagem da pomba refere-se à ternura com o qual este pássaro se aproxima do ninho onde se encontra os filhotes. O Espírito de Deus que tomou posse de Cristo foi a prova de amor e caridade de Deus para com as pessoas e que comunica força para cumprir a sua missão.
c)      Voz do céu: foi uma maneira de apresentar solenemente a Jesus e de confirmar que Jesus é o enviado por Deus como o servo do qual fala o profeta Isaías na 1ª. Leitura: Jesus é o escolhido, apoiado, querido a quem Deus colocou o seu Espírito: o Filho amado.


            QUAL É NOSSA MISSÃO DE BATIZADOS?

v     É a de sermos aliança de Deus com o seu povo, isto é, manifestar ao povo que Deus o ama e que está sempre perto dele.
v     Como diz Isaías: é a de sermos luz das nações para abrir os olhos aos cegos, tirar da cadeia os presos e do cárcere os que moram na escuridão, isto é, ajudar as pessoas a serem livres para que possam sentir o prazer em viver.
v     Não quebrar de vez a cana fendida e nem apagar a chama que ainda fumega, isto é, manter, alimentar a esperança e a fé no povo de que o mundo vai ficar melhor e que vão superar as injustiças e as misérias.
v     Levar o direito às nações: isto é, que a justiça de Deus se estabeleça no meio do seu povo.
v     E, a exemplo de S. Pedro, nossa missão é não fazer distinção de pessoas e povos mas anunciar a palavra de Deus à todas as nações: sermos uma Igreja missionária.

Celebrarmos o batismo de Jesus é entrarmos nesta experiência de ver o céu se abrindo e ouvir a voz do Pai se manifestando a nós pelo seu Espírito: “Este é o meu Filho amado, escute o que ele diz”.
      Que o Espírito do Senhor crie em nós esse desejo de ouvir a voz vinda do céu. Que ele mesmo nos conduza à oração e ao silencio e desperte os nossos corações para sermos como Jesus: servidores e servidoras do Reino de Deus.

JOVEM! Você já pensou na sua vocação de batizado?
Pelo Batismo todos nos tornamos missionários. Uns serão missionários em sua própria terra, no  ambiente onde vive; outros são chamados por Deus para oferecer sua vida para o anúncio do evangelho aos povos que ainda não foram evangelizados fora do seu pais. Voce topa este desafio?
Escreva para mim.           joaobortoloci@bol.com.br

8/31/2012

Vocação Missionária [Terceira Parte]


Deixar Tudo

É muito próprio de cada pessoa amar o que é seu: a sua família, o ambiente onde nasceu, as pessoas com quem partilhou parte da vida, a cultura do seu povo ou do seu país. Os brasileiros de modo particular, são famosos no mundo pela saudade que sentem da sua terra e da sua gente. Deixar tudo e partir, de qualquer forma, é sempre algo exigente para todas as pessoas, independente da cultura, e muitos não conseguem cortar os laços. Tantas pessoas se sentem chamadas a dedicar a vida de forma plena pelo Reino, numa vocação de especial consagração, mas não querem deixar a própria pátria para viver em outras terras. É por isso que se fala que a vocação missionária é uma vocação específica.

Deixar não é tudo

Não basta deixar, é preciso antes de tudo, ter dentro de di um grande amor a Deus e uma grande paixão pelo Reino, a tal ponto que leve o missionário a amar de coração o povo para o qual ele foi enviado. A missão que nasce de Deus só pode ser vivida como expressão de amor. Por isso, o missionário busca aprender bem a língua do povo ao qual foi enviado, conhecer e valorizar a sua cultura e amar tudo aquilo que o povo ama.

A Missão Ad Gentes é convite para o jovem de hoje


Novo é tudo aquilo que foi criado e permanece mesmo com o passar do tempo: um livro é sempre algo novo, atual. Com o advento da tecnologia que vivemos hoje, há sempre coisas novas no mercado, celulares, computadores, Tablets etc; mas não tão novas, pois são novidades, e precisam sempre de remodelagens para serem atrativas e funcionais. A novidade é sempre superada facilmente, você conhece perfeitamente o que é IpodIpedIphone, mas já parou para pensar que ao menos duas vezes ao ano um novo modelo é apresentado? E isso é novo? 


São novidades sim, mas a novidade passa logo, pois a atenção dada é apenas momentânea ocasionada pelo desejo de posse, se você possuir, logo terá necessidade de possuir o “novo” modelo 2013, 2014, e isso não tem fim.

O que é novo então? O novo é tudo aquilo que leva a uma satisfação, e ao mesmo tempo a uma quietude, e a permanecer. A palavra de Deus é sempre nova, o convite de Jesus Cristo é sempre novo, a sua missão é sempre um convite; a missão ad gentes é o convite de uma vocação específica. Isso é novo para você?

Os jovens de hoje ainda topam este desafio da missão Ad Gentes? Você toparia? É preciso ter um coração grande e muita vontade de doar a própria vida. O amor pela pessoa de Jesus Cristo, o anuncio do evangelho aos povos e o testemunho de uma espiritualidade marcada pela doação e pelo serviço, são motivações vivas que continuam sempre novas, e convidam outros jovens à consagração e à vida missionária.


Adaptação do artigo de: BALSAN, Luiz; GIRARDI, Lírio. Vocação Missionária. Revista MISSÕES, Ano 30, n. 8, abr. 2003. Formação Missionária, p.20. [Terceira Parte - Conclusão]

8/28/2012

Vocação Missionária [Segunda Parte]

Na diversidade de vocações

São Paulo chama a Igreja de “Corpo Místico de Cristo”. Ele nota como este corpo tem muitos membros e cada um tem suas funções. Um membro difere do outro, mas juntos formam um conjunto harmonioso, com imensas possibilidades de ação. A Igreja também é assim. São tantos membros, cada um com capacidades e funções diferentes. Esta diversidade é fruto da ação do Espírito que distribui, com liberdade, os seus dons. Porque diversas são as faces da missão, diversas devem ser também as faces da missão, diversas devem ser também as vocações ou os carismas.

Todos missionários, mas de modo diferente


Quando dizemos que a Igreja é essencialmente missionária, estamos também afirmando que todos os seus membros são missionários. Ser cristão significa ser chamado a dar a própria contribuição para que todos os povos conheçam Jesus Cristo e vivam os valores do evangelho. 


As comunidades mais amadurecidas na fé, e de certa forma autônomas, são chamadas a contribuir com as mais carentes. O Papa João Paulo II apresenta diversas formas de cooperar com a missão universal. Entre elas está a cooperação espiritual, através da oração, da oferta do próprio sacrifício e do testemunho de vida. Outra forma importante de contribuir com a missão é a animação missionária da própria comunidade, ajudando cada cristão a tomar consciência que ele precisa fazer sua parte pela missão Ad Gentes. Mas o coração da cooperação está Ca promoção das vocações especialmente missionárias (RMi 79). Estas constituem o elemento indispensável da missão, pois como dizia o Apóstolo Paulo, “como crerão se não há quem lhes anuncie”?

Uma vocação específica



Mas como se pode falar de uma vocação especificamente missionária se todos os cristãos são missionários? A resposta aparece de forma muito clara nos documentos da Igreja. Embora todos os cristãos. Em função do próprio batismo, são chamados a contribuir com a missão universal, dedicar-se completamente à vida missionária não constitui uma condição essencial do cristianismo. A grande maioria dos cristãos, pelos compromissos e pela forma de vida que levam, não teriam condições de deixar tudo e partir. Outros nem mesmo sentiriam gosto por isso, ou não sentiriam propriamente esta forma de viver a vida cristã como adequada para si. Em consequência disto, se pode dizer que a vocação missionária pressupõe um chamado específico de Deus. O Concílio Vaticano II afirma que, embora o compromisso de difundir a fé recaia sobre todos os discípulos de Cristo, Ele escolhe aqueles que quer, do meio da multidão, para viver com Ele e enviá-los aos não-cristãos (AG 23).




Adaptação do artigo de: BALSAN, Luiz; GIRARDI, Lírio. Vocação Missionária. Revista MISSÕES, Ano 30, n. 8, abr. 2003. Formação Missionária, p.20. [Segunda Parte]