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4/09/2016

MISSIONÁRIOS XAVERIANOS

ESTÁGIO VOCACIONAL


QUANDO: DE 13 Á 15 DE MAIO  DE 2016.
LOCAL: COMUNIDADE DE FILOSOFIA EM CURITIBA 
PARA QUEM? Para jovens que queiram aprofundar o chamado de Deus e que já tenham concluído o Ensino Médio ou esteja fazendo o terceiro ano.

São Guido Maria Conforti, Fundador da Congregação dos Missionários Xaverianos,  tem um pensamento muito bonito sobre os vocacionados: “Se ouvires a voz de Jesus que vos chama, respondam generosamente. Iremos te seguir por qualquer caminho, iremos a qualquer lugar, será nossa glória ficar por toda vida às tuas ordens”.

Fale comigo pelo email: joaobortoloci@bol.com.br

"Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho a toda  criatura" (Mc 16,20)

4/03/2014

CONVÍVIO VOCACIONAL

MISSIONÁRIOS XAVERIANOS CHAMAM!

Caríssimo JOVEM!

VOCÊ JÁ PENSOU EM CONSAGRAR A SUA VIDA PELA CAUSA DA MISSÃO COMO SACERDOTE OU COMO IRMÃO?


O nosso ESTÁGIO VOCACIONAL do carnaval foi muito bom e contou com a presença de 11 jovens onde 7 deles se demonstraram com vontade de dar continuidade no acompanhamento vocacional.
Estamos abrindo uma nova oportunidade para jovens que não puderam vir neste convívio vocacional do carnaval.
SERÁ NOS DIAS 26 e 27 DE ABRIL, um sábado e domingo. Quem quiser chegar na sexta feira 25 e assim poder descansar, seja bem vindo.
Gostaríamos que se você sentir este desejo de vir, nos comunicasse com antecedência.

NOSSO ENDEREÇO                                                                                                  RUA VICTÓRIO VIEZZER, 767 – CURITIBA                                              FONE: (41)3335-5545    
  
                           DIGA SEMPRE AO SENHOR:                                                                                 
               “EIS-ME AQUI PARA FAZER A SUA VONTADE”!


joaobortoloci@bol.com.br

3/13/2014

VOCAÇÃO: CHAMADO DE DEUS

UM CARNAVAL DIFERENTE

Nos dias 1 à 4 de março, na comunidade Xaveriana de filosofia em Curitiba, realizou-se um carnaval diferente. Onze rapazes vindos de diversas cidades diferentes dos Estados do Paraná e S. Paulo conviveram com nossa comunidade de jovens vocacionados para estarem aprofundando o chamado de Deus em suas vidas.



DIA DO VINDE E VEDE ( Jo 1, 35-50)

O primeiro dia do nosso convívio vocacional foi no sábado dia 1 de março e tivemos como luz a passagem do Evangelho de João 1,35-50 onde Jesus diante da sede de Deus e de felicidade, presente no coração do homem, ele lança o convite: “VINDE E VEDE”. Parabéns aos jovens que vieram e que estão buscando aprofundar o chamado de Deus em suas vidas. Toda vocação é um chamado de Deus que pede uma resposta de cada pessoa.


DIA DO ESTAR COM JESUS ( Jo 21, 1-17)

No segundo dia tivemos um tempo especial para “ESTAR COM JESUS”. Fizemos uma manhã de retiro onde tomamos João 21,1-17 como Palavra Chave do nosso dia. Se hoje somos consagrados, sacerdotes missionários, se hoje estamos buscando saber o que Deus quer de nós foi porque o Senhor nos chamou, nos buscou e nos revelou a grandeza que há dentro de cada um de nós para ser colocada à serviço da humanidade. As três perguntas que Jesus fez à Pedro: “Pedro, tu me amas”, seguida sempre da missão: “apascenta as minhas ovelhas”, revela que o amor é o valor fundamental para os seguidores de Jesus Cristo. É o MANDAMENTO deixado por Jesus à todos nós.


DIA DE IR PARA A OUTRA MARGEM (MC 4, 35-41)

O terceiro dia veio em conseqüência dos outros dois. Quando a gente vai ao encontro de Jesus, quando temos a coragem de ficar com Ele, ouvi-lo, fazer a experiência do seu amor, Ele no toca profundamente com sua vida, seu testemunho, suas palavras e nos desinstala para sair de nós mesmos e ir para a outra margem. São Francisco Xavier, padroeiro dos missionários xaverianos e das missões, sempre buscou a outra margem e seu sonho era chegar a evangelizar a China. São Guido Maria Conforti falava com ardor missionário: “O amor de Cristo nos impulsiona” e fundou a congregação dos missionários xaverianos para chegar a esta margem sonhada por Xavier, ou seja, evangelizar a China. O Papa Francisco está nos desafiando a sermos uma Igreja sempre mais missionária.


DIA DO ENVIO (Mt 28, 16-20)

O último dia do nosso convívio vocacional se caracterizou pelo “ENVIO MISSIONÁRIO”. Não podemos guardar para nós a Palavra de Deus ouvida, o amor recebido, a fé aquecida. Tudo é para ser partilhado. Nossa grande vocação é a de sermos discípulos missionários de Jesus Cristo, nos relembrou o Documento de Aparecida. O próprio Jesus, na Palavra chave deste dia MT, 28,16-20 nos desafia  a “ir pelo mundo inteiro fazendo com que todos os povos se tornem discípulos Dele” Esta é a nossa vocação e missão: “sermos discípulos e fazer discípulos de Jesus Cristo”.
Que o espírito missionário de Jesus Cristo, continue iluminando cada jovem que veio ao nosso convívio vocacional dando continuidade no seu discernimento e toque no coração de outros jovens que queiram vir nos conhecer e ver se Deus lhe chama para ser um missionário xaveriano.

JOVEM! QUER VIR NOS CONHECER?

Estou à sua disposição


joaobortoloci@bol.com.br

1/31/2014

"IDE, SEM MEDO, PARA SERVIR"

ESTÁGIO VOCACIONAL
(1 à 4 de Março/2014)

O Papa Francisco nos desafia:



PRECISAMOS DE EVANGELIZADORES COM ESPÍRITO
 “Evangelizadores com espírito quer dizer evangelizadores que se abrem sem medo à ação do Espírito Santo” (Evangelli Gaudium nº. 259).

PRECISAMOS DE EVANGELIZADORES HUMANOS
 “Chegamos a ser plenamente humanos, quando somos mais do que humanos, quando permitimos a Deus que nos conduza para além de nós mesmos a fim de alcançarmos o nosso ser mais verdadeiro. Aqui está a fonte da ação evangelizadora. Porque, se alguém acolheu este amor que lhe devolve o sentido da vida, como é que pode conter o desejo de o comunicar aos outros? (cf. Evangelli Gaudium nº. 8)


“O AMOR DE CRISTO NOS IMPULSIONA”
Caríssimo Jovem! São Guido Maria Conforti, fundador da Congregação dos Missionários Xaverianos, sintetizou a sua experiência na qual surgiu o Carisma Missionário Xaveriano dizendo: “o amor de Cristo nos impulsiona” (2 Cor. 5,14). Ressoa a nós como um convite a  experimentá-lo ou ainda a vivenciá-lo a cada instante de nossa vida. É em Cristo Senhor que  devemos continuar a rever  a nossa caminhada de vocacionados.

Se você, já está terminando o ensino médio ou já tenha finalizado e senti o chamado de Deus para consagrar sua vida pela causa da missão, isto é, anunciar Jesus Cristo aos povos que ainda não o conhece e quer aprofundar este chamado em sua vida,

VENHA PARTICIPAR DO NOSSO ESTÁGIO VOCACIONAL

QUANDO:  nos dias de carnaval de 1 à 4 de março de 2014.

LOCAL: Curitiba-Paraná

TELEFONE: (41) 3335-5545
                        (41) 9778-2557 (TIM)


http://www.padrejoaobortoloci.blogspot.com


Entre em contato conosco!


Não deixemos que nos roubem a esperança!”

1/20/2014

Dia Mundial de Oração pelas Vocações: Mensagem do Papa Francisco

“Vocações, testemunho da verdade”. Este é o tema da mensagem do papa Francisco, divulgada hoje, 16, para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado em 11 de maio deste ano.
Na mensagem o papa, o papa diz que "toda a vocação exige sempre um êxodo de si mesmo para centrar a própria existência em Cristo e no seu Evangelho". Segundo Francisco, "quer na vida conjugal, quer nas formas de consagração religiosa, quer ainda na vida sacerdotal, é necessário superar os modos de pensar e de agir que não estão conformes com a vontade de Deus".
Segue, na íntegra, o texto:
 
Mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações
“Vocações, testemunho da verdade”

Amados irmãos e irmãs!

1. Narra o Evangelho que «Jesus percorria as cidades e as aldeias (...). Contemplando a multidão, encheu-Se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor. Disse, então, aos seus discípulos: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe”» (Mt 9, 35-38). Estas palavras causam-nos surpresa, porque todos sabemos que, primeiro, é preciso lavrar, semear e cultivar, para depois, no tempo devido, se poder ceifar uma messe grande. Jesus, ao invés, afirma que «a messe é grande». Quem trabalhou para que houvesse tal resultado? A resposta é uma só: Deus. Evidentemente, o campo de que fala Jesus é a humanidade, somos nós. E a ação eficaz, que é causa de «muito fruto», deve-se à graça de Deus, à comunhão com Ele (cf. Jo 15, 5). Assim a oração, que Jesus pede à Igreja, relaciona-se com o pedido de aumentar o número daqueles que estão ao serviço do seu Reino. São Paulo, que foi um destes «colaboradores de Deus», trabalhou incansavelmente pela causa do Evangelho e da Igreja. Com a consciência de quem experimentou, pessoalmente, como a vontade salvífica de Deus é imperscrutável e como a iniciativa da graça está na origem de toda a vocação, o Apóstolo recorda aos cristãos de Corinto: «Vós sois o seu [de Deus] terreno de cultivo» (1 Cor 3, 9). Por isso, do íntimo do nosso coração, brota, primeiro, a admiração por uma messe grande que só Deus pode conceder; depois, a gratidão por um amor que sempre nos precede; e, por fim, a adoração pela obra realizada por Ele, que requer a nossa livre adesão para agir com Ele e por Ele.
2. Muitas vezes rezamos estas palavras do Salmista: «O Senhor é Deus; foi Ele quem nos criou e nós pertencemos-Lhe, somos o seu povo e as ovelhas do seu rebanho» (Sal 100/99, 3); ou então: «O Senhor escolheu para Si Jacob, e Israel, para seu domínio preferido» (Sal 135/134, 4). Nós somos «domínio» de Deus, não no sentido duma posse que torna escravos, mas dum vínculo forte que nos une a Deus e entre nós, segundo um pacto de aliança que permanece para sempre, «porque o seu amor é eterno!» (Sal 136/135, 1). Por exemplo, na narração da vocação do profeta Jeremias, Deus recorda que Ele vigia continuamente sobre a sua Palavra para que se cumpra em nós. A imagem adotada é a do ramo da amendoeira, que é a primeira de todas as árvores a florescer, anunciando o renascimento da vida na Primavera (cf. Jr 1, 11-12). Tudo provém d’Ele e é dádiva sua: o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro, mas – tranquiliza-nos o Apóstolo - «vós sois de Cristo e Cristo é de Deus» (1 Cor 3, 23). Aqui temos explicada a modalidade de pertença a Deus: através da relação única e pessoal com Jesus, que o Batismo nos conferiu desde o início do nosso renascimento para a vida nova. Por conseguinte, é Cristo que nos interpela continuamente com a sua Palavra, pedindo para termos confiança n’Ele, amando-O «com todo o coração, com todo o entendimento, com todas as forças» (Mc 12, 33). Embora na pluralidade das estradas, toda a vocação exige sempre um êxodo de si mesmo para centrar a própria existência em Cristo e no seu Evangelho. Quer na vida conjugal, quer nas formas de consagração religiosa, quer ainda na vida sacerdotal, é necessário superar os modos de pensar e de agir que não estão conformes com a vontade de Deus. É «um êxodo que nos leva por um caminho de adoração ao Senhor e de serviço a Ele nos irmãos e nas irmãs» (Discurso à União Internacional das Superioras Gerais, 8 de maio de 2013). Por isso, todos somos chamados a adorar Cristo no íntimo dos nossos corações (cf. 1 Ped 3, 15), para nos deixarmos alcançar pelo impulso da graça contido na semente da Palavra, que deve crescer em nós e transformar-se em serviço concreto ao próximo. Não devemos ter medo: Deus acompanha, com paixão e perícia, a obra saída das suas mãos, em cada estação da vida. Ele nunca nos abandona! Tem a peito a realização do seu projeto sobre nós, mas pretende consegui-lo contando com a nossa adesão e a nossa colaboração.
3. Também hoje Jesus vive e caminha nas nossas realidades da vida ordinária, para Se aproximar de todos, a começar pelos últimos, e nos curar das nossas enfermidades e doenças. Dirijo-me agora àqueles que estão dispostos justamente a pôr-se à escuta da voz de Cristo, que ressoa na Igreja, para compreenderem qual possa ser a sua vocação. Convido-vos a ouvir e seguir Jesus, a deixar-vos transformar interiormente pelas suas palavras que «são espírito e são vida» (Jo 6, 63). Maria, Mãe de Jesus e nossa, repete também a nós: «Fazei o que Ele vos disser!» (Jo 2, 5). Far-vos-á bem participar, confiadamente, num caminho comunitário que saiba despertar em vós e ao vosso redor as melhores energias. A vocação é um fruto que amadurece no terreno bem cultivado do amor uns aos outros que se faz serviço recíproco, no contexto duma vida eclesial autêntica. Nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si. A vocação brota do coração de Deus e germina na terra boa do povo fiel, na experiência do amor fraterno. Porventura não disse Jesus que «por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13, 35)?
4. Amados irmãos e irmãs, viver esta «medida alta da vida cristã ordinária» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31) significa, por vezes, ir contra a corrente e implica encontrar também obstáculos, fora e dentro de nós. O próprio Jesus nos adverte: muitas vezes a boa semente da Palavra de Deus é roubada pelo Maligno, bloqueada pelas tribulações, sufocada por preocupações e seduções mundanas (cf. Mt 13, 19-22). Todas estas dificuldades poder-nos-iam desanimar, fazendo-nos optar por caminhos aparentemente mais cômodos. Mas a verdadeira alegria dos chamados consiste em crer e experimentar que o Senhor é fiel e, com Ele, podemos caminhar, ser discípulos e testemunhas do amor de Deus, abrir o coração a grandes ideais, a coisas grandes. «Nós, cristãos, não somos escolhidos pelo Senhor para coisas pequenas; ide sempre mais além, rumo às coisas grandes. Jogai a vida por grandes ideais!» (Homilia na Missa para os crismandos, 28 de Abril de 2013). A vós, Bispos, sacerdotes, religiosos, comunidades e famílias cristãs, peço que orienteis a pastoral vocacional nesta direção, acompanhando os jovens por percursos de santidade que, sendo pessoais, «exigem uma verdadeira e própria pedagogia da santidade, capaz de se adaptar ao ritmo dos indivíduos; deverá integrar as riquezas da proposta lançada a todos com as formas tradicionais de ajuda pessoal e de grupo e as formas mais recentes oferecidas pelas associações e movimentos reconhecidos pela Igreja» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31).
Disponhamos, pois, o nosso coração para que seja «boa terra» a fim de ouvir, acolher e viver a Palavra e, assim, dar fruto. Quanto mais soubermos unir-nos a Jesus pela oração, a Sagrada Escritura, a Eucaristia, os Sacramentos celebrados e vividos na Igreja, pela fraternidade vivida, tanto mais há de crescer em nós a alegria de colaborar com Deus no serviço do Reino de misericórdia e verdade, de justiça e paz. E a colheita será grande, proporcional à graça que tivermos sabido, com docilidade, acolher em nós. Com estes votos e pedindo-vos que rezeis por mim, de coração concedo a todos a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, 15 de Janeiro de 2014
Francisco

4/06/2013

ESTÁGIOS VOCACIONAIS - MISSIONÁRIOS XAVERIANOS


“Ide e fazei discípulos entre todas as nações”

Caríssimos Jovens e Adolescentes

Agradecidos ao Deus da vida que nos escolheu para estarmos juntos como comunidade de discípulos missionários de seu Filho Jesus Cristo para aprofundarmos o seu chamado a fim de que possamos servi-lo melhor, proclamamos de coração:

“EIS-ME AQUI, ENVIA-ME” (Is 6,8).

Com este Espírito missionário peçamos ao Senhor que Ele faça de cada um de nós, “jovens comprometidos com a nossa vocação e nossa comunidade eclesial, jovens agentes transformadores da sociedade, protagonistas da civilização do amor e do bem comum”.


NOSSOS ESTÁGIOS VOCACIONAIS

1-      Para ADOLESCENTES que estão terminando o Ensino Fundamental ou esteja cursando o Ensino Médio.

QUANDO?  Dias 07 à 09 de junho
ONDE? No Seminário Xaveriano da cidade de Londrina - Paraná
ENDEREÇO: Avenida Dez de Dezembro, 585
TELEFONE  do Reitor de Londrina: Pe. Luís: 43-33251259
Meu Telefone: Pe. João : 41-33355545
ESCREVA PARA MIM

2-      Para JOVENS que estejam terminando o Ensino Médio ou já tenha concluído.

        QUANDO?  Começa  dia 30 de maio e vai até o dia 1 de junho
ONDE? Seminário Xaveriano de Curitiba - Paraná
ENDEREÇO: Rua Victorio Viezzer, 767
    TELEFONE  : 41- 33355545
ESCREVA PARA MIM

DIGA AO SENHOR: “EIS-ME AQUI, ENVIA-ME” (Is 6,8).

1/31/2013

Ninguém se basta a si mesmo



Riquezas, bens, honrarias, status social, nada disso é suficiente para realizar uma pessoa, porque ninguém se basta a si mesmo. Deus chama a sua criatura a ser mais, a inserir sua vida e o sentido da mesma no seu próprio mistério, no mistério do amor infinito e criador que se encarnou na humanidade – Jesus Cristo – que se fez homem para que o ser humano pudesse, já agora, usufruir da sua presença, dando-lhe uma orientação para o além, não coforme a natureza, mas pelo dom de Deus.

A vocação do ser humano à transcendência é algo de grandioso. Esta ideia só poderia vir de quem deu vida à criatura. Alguma vez, já paramos para pensar na nossa fantástica posição em relação a todos os demais seres criados? Não só uma vida humana há em nós, uma vida natural, mas temos em nós a própria vida de Deus. Se assim é, deixemos de o procurar longe, fora de nós, porque quanto mais o buscarmos fora, mais nos distanciaremos, porque Ele habita em nós e é Ele o responsável pela nossa realização e, portanto, pela nossa felicidade.

Fonte: Adaptação do artigo de: FRANZOI, Rosa Clara. Vocação à transcendência: nascemos para a eternidade. Revista, Mundo e Missão, Pró-vocações, mar., 2011.

1/22/2013

Chamado à viver em plenitude


Nascemos para uma vida que não se encerra.

Todo ser humano vive em constante processo de crescimento e precisa ser ajudado para que este crescimento seja harmonioso. Porém, independente das poucas ou muitas condições e oportunidades que lhe forem oferecidas, ele será sempre, pela liberdade, “o ator principal do seu êxito ou do seu fracasso”. Este ser em crescimento – que somos cada um de nós – perpassa a nossa existência e culmina na vida que está além de nós, na vida que não se encerra, a vida eterna. Em outras palavras: acreditemos ou não, nascemos para a eternidade e nossa passagem por este mundo é muito breve comparada ao que virá depois. Isto acontece porque no mais profundo do nosso ser, há um irresistível desejo de transcendência.


A criação toda tem uma evolução, e nós criaturas, não fugimos à regra. Se alguém buscar o seu crescimento, mas, somente na dimensão pessoal, social, com as capacidades que a natureza lhe deu, poderá, sim, realizar um crescimento, mas apenas na linha natural. Porem, nunca se satisfará com o que não conhece de melhor, fora e além de si, até que não entrar num processo de busca interior mais profunda. O ser humano é insaciável. Busca desesperadamente sua realização por muitos caminhos; porém, jamais a encontrará se a buscar fora e distante daquele que o criou – Deus. Podemos até dar-lhe outros nomes, segundo nossas crenças, mas a energia da transcendência vem Dele.

Fonte: Adaptação do artigo de: FRANZOI, Rosa Clara. Vocação à transcendência: nascemos para a eternidade. Revista, Mundo e Missão, Pró-vocações, mar., 2011.

11/07/2012

SENHOR, TU SABES TUDO, TU SABES QUE EU TE AMO



SENHOR, TU SABES TUDO, TU SABES QUE EU TE AMO

ESTÁGIO VOCACIONAL XAVERIANO
JOÃO 21, 1-19

Nós missionários xaverianos tivemos o nosso estágio vocacional nos dias 1 à 4  de novembro em Curitiba. Foi como um “ENÉM”, não com muitas questões, onde Jesus nos fez apenas 3 perguntas, porém fundamentais para a nossa missão. A primeira pergunta foi: Pedro, você me ama?  A segunda pergunta: Pedro, você me ama? E a terceira pergunta: Pedro, você me ama? É interessante que Jesus não perguntou para o Pedro, por que você me negou? Por que você foi medroso? Por que você fugiu no momento em que eu mais precisava de você?  Se Jesus fez estas 3 perguntas e todas iguais foi porque esta é a pergunta fundamental para quem quer seguir Jesus Cristo, AMAR. Amar sobretudo os pobres, eis a nossa grande missão.
Jesus conhecia profundamente a Pedro e sabia que dentro dele estava  presente uma grande capacidade de amar. É assim que Deus fez todos os seus filhos e filhas: com uma grande capacidade de amar. É por isso que Jesus cava fundo no coração de Pedro, pois ele sabia que Pedro era muito mais do que os seus limites, era um homem em que Deus poderia confiar a missão de levar em frente o seu projeto, ou seja o projeto do Reino de Deus que é justiça, paz e amor.
A Congregação dos Missionários Xaverianos tem como Carisma ou objetivo principal o anúncio do Evangelho aos não cristãos, sobretudo fora do nosso País. Graças a Deus estão aparecendo jovens corajosos oferecendo as suas vidas para levar em frente o sonho de São Guído Maria Conforti que é o de “FAZER DO MUNDO UMA SÓ FAMÍLIA”. As estatísticas da Igreja sobre a Evangelização do mundo nos diz que 70% da humanidade ainda não conhece a Jesus Cristo. O Papa Paulo VI já dizia a muitos anos atrás que não podemos delegar a ninguém a missão de anunciar o Evangelho. Cada um de nós devemos assumir a nossa parte.
Caríssimo jovem, se você sentir Jesus Cristo lhe perguntando: Você me ama? Você quer ser meu seguidor anunciando a Boa Notícia do meu Reino aos povos do mundo inteiro? Se você sentir-se incomodado por estas perguntas e quiser um acompanhamento vocacional, escreva-me,  diga a Jesus: “Eis-me aqui, Senhor!”

                                        Meu email: joaobortoloci@bol.com.br

10/05/2012

ELEIÇÕES E ESPIRITUALIDADE


Marcelo Barros
Monge beneditino e escritor - 04.10.12
 
Aparentemente, uma coisa nada tem a ver a outra. Principalmente em uma cultura que separa a espiritualidade da vida real, o exercício de votar parece um hábito apenas político, enquanto a espiritualidade é reduzida ao religioso. De fato, a Política e a Espiritualidade são campos mais abrangentes e uma interage profundamente com a outra. Temos de redescobrir e valorizar a dimensão política da espiritualidade, assim como a busca espiritual se manifesta no modo de exercer o compromisso político.
O Concilio Vaticano II afirmava que Deus não quis nos salvar individualmente, mas nos unir em comunidade (Lumen Gentium 2). Por isso, a política é uma arte sublime e importante.
Em um belo artigo, Frei Gilvander Moreira escrevia: "Somos seres políticos”, já dizia Aristóteles. Ingenuidade dizer: "Sou apolítico. Não gosto de política. Sou neutro.” Todos nós fazemos Política o tempo todo. Política é como respiração. Sem respiração, morremos. Política refere-se ao exercício de alguma forma de poder, como nos ensina Bertold Brecht em "O Analfabeto Político”. A política, como vocação, é a mais nobre das atividades. Como profissão, a mais vil.(ver www.adital.org.br).
Para votar nessas eleições com coerência espiritual é preciso ser dócil ao Espírito de Deus em nós e não seguir critérios de interesse pessoal, de família, ou votar apenas por relação de amizade. Como diz uma campanha popular: "Voto não tem preço. Tem consequências”.
O nosso voto pode ajudar a construir uma sociedade mais justa; ou pode, ao contrário, perpetuar os velhos vícios do sistema vigente.
No Brasil, muitos políticos que pareciam éticos e coerentes, hoje revelam claramente ter trocado um projeto de país por um mero projeto de poder pessoal ou partidário. Entretanto, seja como for, todos os políticos e partidos não são iguais ou equivalentes. Mesmo se, em muitos casos, ainda somos obrigados a votar no menos pior, é importante discernir entre as diversas escolhas possíveis, a escolha que nos parece ser a mais justa e adequada para o bem comum.
Os Evangelhos contam que, ao entrar em Jerusalém, Jesus foi ao templo e ali, com um chicote em punho, expulsou os cambistas e vendedores de animais para os sacrifícios. Embora esse gesto profético tivesse o sentido de anunciar uma nova relação com Deus sem templo e sem sacrifícios, essa cena pode servir como símbolo para a vida de hoje. A política como atividade espiritual pode ser vista como um novo templo divino, porque é o espaço formador da dignidade coletiva de um povo. Por isso, é preciso expulsar dela os vendedores que a aviltam. Hoje, o chicote com o qual podem ser expulsos da política os que a reduzem a um negócio de interesse e mercado só pode ser o voto consciente e ético de cada cidadão/ã. O evangelho diz que devemos julgar as pessoas e partidos conforme a prática e pelos seus resultados. "Pelos frutos bons, vocês podem discernir que a árvore é boa, assim como pelos maus frutos, verão que uma árvore é má. Pelos frutos, vocês podem discernir se a árvore é boa ou má” (Mt 7, 18).

FONTE: Eleições e espiritualidadeBrasil de fato. Disponível em: <http://www.brasildefato.com.br/node/10797> Acesso em: 05 out. 2012.

8/31/2012

Vocação Missionária [Terceira Parte]


Deixar Tudo

É muito próprio de cada pessoa amar o que é seu: a sua família, o ambiente onde nasceu, as pessoas com quem partilhou parte da vida, a cultura do seu povo ou do seu país. Os brasileiros de modo particular, são famosos no mundo pela saudade que sentem da sua terra e da sua gente. Deixar tudo e partir, de qualquer forma, é sempre algo exigente para todas as pessoas, independente da cultura, e muitos não conseguem cortar os laços. Tantas pessoas se sentem chamadas a dedicar a vida de forma plena pelo Reino, numa vocação de especial consagração, mas não querem deixar a própria pátria para viver em outras terras. É por isso que se fala que a vocação missionária é uma vocação específica.

Deixar não é tudo

Não basta deixar, é preciso antes de tudo, ter dentro de di um grande amor a Deus e uma grande paixão pelo Reino, a tal ponto que leve o missionário a amar de coração o povo para o qual ele foi enviado. A missão que nasce de Deus só pode ser vivida como expressão de amor. Por isso, o missionário busca aprender bem a língua do povo ao qual foi enviado, conhecer e valorizar a sua cultura e amar tudo aquilo que o povo ama.

A Missão Ad Gentes é convite para o jovem de hoje


Novo é tudo aquilo que foi criado e permanece mesmo com o passar do tempo: um livro é sempre algo novo, atual. Com o advento da tecnologia que vivemos hoje, há sempre coisas novas no mercado, celulares, computadores, Tablets etc; mas não tão novas, pois são novidades, e precisam sempre de remodelagens para serem atrativas e funcionais. A novidade é sempre superada facilmente, você conhece perfeitamente o que é IpodIpedIphone, mas já parou para pensar que ao menos duas vezes ao ano um novo modelo é apresentado? E isso é novo? 


São novidades sim, mas a novidade passa logo, pois a atenção dada é apenas momentânea ocasionada pelo desejo de posse, se você possuir, logo terá necessidade de possuir o “novo” modelo 2013, 2014, e isso não tem fim.

O que é novo então? O novo é tudo aquilo que leva a uma satisfação, e ao mesmo tempo a uma quietude, e a permanecer. A palavra de Deus é sempre nova, o convite de Jesus Cristo é sempre novo, a sua missão é sempre um convite; a missão ad gentes é o convite de uma vocação específica. Isso é novo para você?

Os jovens de hoje ainda topam este desafio da missão Ad Gentes? Você toparia? É preciso ter um coração grande e muita vontade de doar a própria vida. O amor pela pessoa de Jesus Cristo, o anuncio do evangelho aos povos e o testemunho de uma espiritualidade marcada pela doação e pelo serviço, são motivações vivas que continuam sempre novas, e convidam outros jovens à consagração e à vida missionária.


Adaptação do artigo de: BALSAN, Luiz; GIRARDI, Lírio. Vocação Missionária. Revista MISSÕES, Ano 30, n. 8, abr. 2003. Formação Missionária, p.20. [Terceira Parte - Conclusão]

8/28/2012

Vocação Missionária [Segunda Parte]

Na diversidade de vocações

São Paulo chama a Igreja de “Corpo Místico de Cristo”. Ele nota como este corpo tem muitos membros e cada um tem suas funções. Um membro difere do outro, mas juntos formam um conjunto harmonioso, com imensas possibilidades de ação. A Igreja também é assim. São tantos membros, cada um com capacidades e funções diferentes. Esta diversidade é fruto da ação do Espírito que distribui, com liberdade, os seus dons. Porque diversas são as faces da missão, diversas devem ser também as faces da missão, diversas devem ser também as vocações ou os carismas.

Todos missionários, mas de modo diferente


Quando dizemos que a Igreja é essencialmente missionária, estamos também afirmando que todos os seus membros são missionários. Ser cristão significa ser chamado a dar a própria contribuição para que todos os povos conheçam Jesus Cristo e vivam os valores do evangelho. 


As comunidades mais amadurecidas na fé, e de certa forma autônomas, são chamadas a contribuir com as mais carentes. O Papa João Paulo II apresenta diversas formas de cooperar com a missão universal. Entre elas está a cooperação espiritual, através da oração, da oferta do próprio sacrifício e do testemunho de vida. Outra forma importante de contribuir com a missão é a animação missionária da própria comunidade, ajudando cada cristão a tomar consciência que ele precisa fazer sua parte pela missão Ad Gentes. Mas o coração da cooperação está Ca promoção das vocações especialmente missionárias (RMi 79). Estas constituem o elemento indispensável da missão, pois como dizia o Apóstolo Paulo, “como crerão se não há quem lhes anuncie”?

Uma vocação específica



Mas como se pode falar de uma vocação especificamente missionária se todos os cristãos são missionários? A resposta aparece de forma muito clara nos documentos da Igreja. Embora todos os cristãos. Em função do próprio batismo, são chamados a contribuir com a missão universal, dedicar-se completamente à vida missionária não constitui uma condição essencial do cristianismo. A grande maioria dos cristãos, pelos compromissos e pela forma de vida que levam, não teriam condições de deixar tudo e partir. Outros nem mesmo sentiriam gosto por isso, ou não sentiriam propriamente esta forma de viver a vida cristã como adequada para si. Em consequência disto, se pode dizer que a vocação missionária pressupõe um chamado específico de Deus. O Concílio Vaticano II afirma que, embora o compromisso de difundir a fé recaia sobre todos os discípulos de Cristo, Ele escolhe aqueles que quer, do meio da multidão, para viver com Ele e enviá-los aos não-cristãos (AG 23).




Adaptação do artigo de: BALSAN, Luiz; GIRARDI, Lírio. Vocação Missionária. Revista MISSÕES, Ano 30, n. 8, abr. 2003. Formação Missionária, p.20. [Segunda Parte]

8/27/2012

Vocação Missionária [Primeira Parte]


A única missão da Igreja se diferencia pela diversidade das circunstancias em que ela é realizada. Há comunidades com uma longa caminhada e com uma certa maturidade na vivencia da própria fé. Estas se apresentam bem organizadas, capazes de responder adequadamente às suas necessidades internas; contam com sacerdotes, religiosos e leigos comprometidos; irradiam o testemunho do evangelho no seu ambiente; comprometem-se de forma eficaz com a missão universal da Igreja. Nestas, a ação pastoral busca animar a comunidade para que se mantenha sempre viva e cresça no seu dinamismo. Outra situação de missão é a que se coloca entre grupos humanos que já formaram comunidades vivas, mas que, no presente, estão como que envelhecidas. Perderam o sentido vivo da sua fé e já não se reconhecem mais como membros da Igreja e nem mesmo como discípulos de Cristo. Para estes ambientes, a Igreja fala da necessidade de uma “nova evangelização”. É preciso ajudar estas pessoas a redescobrirem o sentido de sua fé.


Para ser missionário é preciso ter dentro de si um grande amor a Deus e uma grande paixão pelo Reino, a tal ponto que ame de coração o povo para o qual foi enviado. 

A missão só pode ser vivida com expressão de amor.



Uma terceira situação é a da missão vivida entre povos e grupos humanos onde Cristo e o evangelho ainda não foram anunciados. 

Este é propriamente o âmbito da missão Ad Gentes (RMi 33).




Adaptação do artigo de: BALSAN, Luiz; GIRARDI, Lírio. Vocação Missionária. Revista MISSÕES, Ano 30, n. 8, abr. 2003. Formação Missionária, p.20. [Primeira Parte]

8/22/2012

A MISSÃO NASCE DO CORAÇÃO DE DEUS


“Pode uma mãe esquecer-se do seu filho? Mesmo que uma mãe se esquecesse, Deus nunca se esqueceria de nós” (Is 49, 15). 

Esta frase do profeta Isaias torna-se uma provocação para nós que estamos refletindo sobre a origem e a razão última da missão.


Quando falamos de missão, é espontâneo pensar no momento em que Jesus, antes de voltar para o Pai, reúne seus discípulos e lhes confia sua própria missão: “vão pelo mundo inteiro e anunciem a Boa Notícia para toda a humanidade (Mt 16, 15). Seria esta a origem da missão? Considerando atentamente o modo como Jesus apresenta, vemos como Ele mesmo sabe que foi enviado. 

“Quem escuta a vocês escuta a mim, e quem rejeita vocês rejeita a mim; mas quem me rejeita, rejeita Aquele que me enviou” (Lc 10, 16). Só no evangelho de São João, Jesus usa por mais de 40 vezes as expressões “fui enviado e me enviou”.

O MOTIVO DO ENVIO

Do contexto das frases de Jesus entendemos que Ele se sente enviado pelo Pai. É Dele, portanto, que nasce a missão. Jesus veio na plenitude dos tempos, mas, antes Dele, Deus havia enviado Abraão, Moisés, Isaías e tantos outros que, como Ele, sonham com um mundo melhor...

Mas por que tanta atenção ao ser humano? Encontramos uma dica interessante no livro do Deuteronômio: “Se Javé se afeiçoou de vocês e os escolheu, não é porque vocês são os mais numerosos entre todos os povos; pelo contrário, vocês são o menor de todos os povos!” (Dt 7, 7-8). Deus, portanto intervém na história e se revela por um único motivo: porque é um Deus que ama.

O evangelista São João é ainda mais incisivo: “Pois Deus amou de tal forma o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele acredita não morra, mas tenha a vida eterna!” (Jo 3, 16). O amor seguidamente rompe os limites da doação. Como nos diz São Paulo, o amor é gratuito, nada espera em troca. A missão é, portanto, a concretização do amor de Deus que quer a vida plena para todos os seus filhos. Deus coloca-se ao lado dos pequeninos, toma sua defesa e os ama.

UMA MISSÃO A TRES


A missão que encontra sua fonte no amor do Pai e sua expressão máxima no envio do próprio Filho, é fortemente marcada pela presença do Espírito. No momento em que Jesus desde às águas do Jordão para ser batizado pelo seu precursor, os céus se abrem e sobre Ele desce o Espírito Santo e o Pai o apresenta como o “Filho muito amado” (Lc 3, 22).

Ao apresentar sua missão na sinagoga de Cafarnaum, Jesus diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Notícia aos pobres, enviou-me para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista, para libertar os oprimidos, e para proclamar um ano de graça do Senhor” (Lc 4, 18). 

Consagrado, portanto pelo espírito, Jesus está agora pronto para dar início à missão que lhe fora confiada. Da mesma forma, quando começa a preparar os seus discípulos para assumir a missão que Ele mesmo recebera do Pai. Jesus promete enviar o espírito Santo. É o Espírito da verdade que dará testemunho de Cristo (Jo 15, 26) e os ajudará à recordar tudo o quanto Ele lhes havia ensinado e os conduzirá à compreensão plena da verdade. Sua presença (Jo 16, 13-15). Sua presença na missão é tão essencial que os discípulos não devem partir de Jerusalém antes de receber o espírito. Somente após a sua vinda, os apóstolos poderão ser testemunhas de Cristo até os confins da terra (At 1, 6-11).

TU ME AMAS

Aparecendo aos discípulos, o Senhor ressuscitado dirige-se a Pedro, a quem escolheu como fundamento da Igreja, e lhe pergunta: Pedro, tu me amas? Apesar da resposta afirmativa do apóstolo, a pergunta de Jesus torna-se particularmente incisiva ao ser repetida por três vezes. Pela convivência Jesus conhecia o coração de Pedro e certamente sabia o quanto o apóstolo o amava. Mais que a Pedro, esta insistência quer deixar um ensinamento a todos os quantos, ao longo da história, vão consagrar a sua vida a esta mesma causa: a missão que brota de Deus somente tem razão de ser se for vivida no amor.

Em sua encíclica sobre a Missão (Redemptoris Missio), o Papa recorda que o amor é o único critério pelo qual tudo deve ser feito ou não. Se Deus intervém na história da humanidade movido unicamente pelo seu amor, este é também o único motivo válido para a Igreja, dentro dela, cada pessoa consagrar-se à missão. A missão pressupõe, portanto, discipulado e aprendizado.

Adaptação do artigo de: BALSAN, Luiz; GIRARDI, Lírio. A missão nasce do coração de Deus. Revista MISSÕES, Ano 30, n. 2, mar. 2003. Formação Missionária, p. 20-21.