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12/08/2015

IMPEACHMENT?

CONSELHO DE IGREJAS CONTESTA IMPEACHMENT


7 DE DEZEMBRO DE 2015 ÀS 07:30
247 - O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), composto pelas igrejas Evangélica de Confissão Luterana, Episcopal Anglicana do Brasil, Metodista e Católica, contestou, em nota, o processo de impeachment de Dilma Rousseff comandado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ):
“Vemos com muita preocupação que o presidente da Câmara tenha acolhido um pedido de impeachment com argumentos frágeis, ambíguos e sem a devida sustentação fática para acusação de crime de responsabilidade contra a presidente da República”, diz o comunicado.

“Perguntamos quais seriam as consequências para a democracia brasileira diante de um processo de deposição de um governo eleito democraticamente em um processo sem a devida fundamentação.”

12/07/2015

QUE BRASIL QUEREMOS?

A saída é a radicalização da democracia!

Sexta-feira, 4 de dezembro de 2015 - 16h43min



A Abong – Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais, organização da sociedade civil sem fins lucrativos, de caráter nacional, democrática, pluralista, antirracista e anti-sexista, que congrega centenas de organizações que lutam contra todas as formas de discriminação, de desigualdades, pela construção de modos sustentáveis de vida e pela radicalização da democracia, vem a público externar sua preocupação com os acontecimentos que podem colocar em risco a frágil e recente democracia brasileira.

O Governo Dilma há muito vem frustrando a população com sua política econômica e ambiental que está em desacordo com os interesses da sociedade brasileira. As reformas estruturais, tais como a reforma agrária, a reforma urbana, a reforma tributária, a regulação do poder econômico na mídia e a reforma política não têm sido prioridades na ação deste Governo. A falta de vontade política para enfrentar estes desafios tem contribuído para a desestabilização política e social no País, abrindo caminho para a radicalização à direita de parte da sociedade.

Esta postura, no entanto, não autoriza que os setores que representam o grande capital e as elites brasileiras tentem se utilizar de mecanismo previsto na democracia para chantagear um governo legitimamente eleito, visando exclusivamente à manutenção de seus interesses e privilégios. Para a Abong, o processo eleitoral foi legítimo e deve prevalecer a vontade da soberania popular.

A Abong discorda de que haja motivos para a instalação de um processo de impedimento do mandato da presidenta. O presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, alvo de acusações que o ligam a práticas de corrupção e lavagem de dinheiro, ter aceitado o pedido de impeachment da presidenta Dilma é mais um fator que deslegitima esta ofensiva.

Conclamamos o Governo para que altere sua política econômica de ajustes fiscais que cobra a conta da crise da parcela mais frágil da sociedade. Reiteramos a necessidade de ampliação e radicalização da democracia: para isso, o Governo deve estabelecer um processo de diálogo com a sociedade civil por meio de verdadeiros mecanismos de participação social e popular.


 #emdefesadademocracia  #pelofimdacorrupção  #nenhumdireitoamenos